Odontologia

Tratamento de canal ou extração: entenda quando cada um é indicado

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Revisado por Dra. Thais Mattos, Cirurgiã-Dentista — Clínica Leveze · Atualizado em 16/06/2026
Resposta rápida

O tratamento de canal é indicado sempre que o dente pode ser salvo com estrutura suficiente para receber uma coroa ou restauração. A extração fica reservada para casos em que o dente está fraturado abaixo da gengiva, com perda óssea severa por doença periodontal ou sem condição de ser restaurado. Manter o dente natural é quase sempre a prioridade.

O que é o tratamento de canal

O tratamento de canal, chamado tecnicamente de tratamento endodôntico, consiste na remoção da polpa dental (o tecido nervoso e vascular interno do dente), limpeza e modelagem dos canais radiculares e obturação com material biocompatível. O dente fica sem nervo, mas estruturalmente presente na boca.

Após o canal, o dente precisa de uma restauração ou coroa para proteger a estrutura que ficou mais frágil. Com a cobertura correta, pode durar muitos anos em função normal.

Por que manter o dente natural é prioritário

O dente natural, mesmo sem nervo, é superior a qualquer substituto artificial. Ele mantém o osso ao redor por meio das forças da mastigação, preserva o espaço na arcada, evita a migração dos dentes vizinhos e antagonistas, e tem sensação e função próximas ao normal.

Perder um dente sem reposição imediata inicia uma cascata de alterações: os dentes ao redor se inclinam, o antagonista pode sofrer sobre-erupção e o osso começa a ser reabsorvido na região.

Quando o canal não é mais suficiente

A extração pode ser inevitável quando o dente apresenta fratura vertical profunda que compromete a raiz, quando há perda óssea avançada por doença periodontal grave sem resposta ao tratamento, quando o dente não tem estrutura suficiente acima da gengiva para uma restauração funcional ou quando infecções recorrentes não respondem ao tratamento.

Também há situações em que o canal foi realizado, mas o dente desenvolveu uma reinfecção que não responde ao retratamento e não é candidato a cirurgia endodôntica.

E após a extração, o que vem depois?

Quando a extração é inevitável, o planejamento de substituição deve ocorrer o quanto antes. As opções incluem implante dentário, prótese parcial removível ou prótese fixa apoiada nos dentes vizinhos.

O dentista orienta sobre o tempo ideal para começar a substituição e qual opção é mais adequada para o caso específico.

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Dúvidas comuns

Perguntas Frequentes

O tratamento de canal dói?
Com anestesia local adequada, o procedimento não é doloroso. Pode haver sensibilidade após a consulta, que é controlada com medicação prescrita pelo dentista.
Dente tratado com canal dura quanto tempo?
Com a restauração ou coroa adequada e higiene regular, um dente tratado endodonticamente pode durar décadas.
Posso extrair sem fazer canal para economizar?
É uma decisão que deve ser tomada com o dentista. A extração sem substituição pode gerar problemas maiores e mais caros no futuro, como necessidade de implante e tratamento dos dentes adjacentes que se moveram.
Quantas sessões tem o tratamento de canal?
Depende da complexidade do caso e da presença ou não de infecção. Pode ser realizado em uma a três sessões, geralmente.
O canal sempre salva o dente?
Nem sempre. Existem situações em que mesmo após o tratamento o prognóstico do dente é desfavorável. O dentista avalia e apresenta as opções com honestidade.
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