Cigarro: os efeitos na boca, nos pés e na pele que você precisa conhecer
O cigarro compromete a saúde em múltiplas frentes: na boca, aumenta o risco de periodontite, câncer oral e manchas nos dentes; nos pés, reduz a circulação e dificulta a cicatrização; na pele, acelera o envelhecimento e diminui a produção de colágeno.
O que o cigarro faz com a boca
A fumaça do cigarro contém mais de 4 mil substâncias químicas, muitas delas tóxicas para os tecidos da boca. A nicotina reduz o fluxo sanguíneo na gengiva, mascarando sinais clássicos de inflamação como vermelhidão e sangramento — o que dificulta o diagnóstico precoce da periodontite.
Fumantes têm risco até sete vezes maior de desenvolver doença periodontal grave do que não fumantes. Além disso, o cigarro mancha o esmalte dentário, provoca mau hálito crônico, resseca a mucosa e é o principal fator de risco evitável para câncer de boca, faringe e laringe.
Impacto nos pés: circulação e cicatrização comprometidas
A nicotina provoca vasoconstrição — estreitamento dos vasos sanguíneos — que reduz o fluxo de sangue para as extremidades, especialmente os pés. Com menos circulação, os tecidos recebem menos oxigênio e nutrientes, ficando mais vulneráveis a feridas e infecções.
Para pacientes diabéticos que fumam, o risco é ainda maior: a combinação de neuropatia diabética, má circulação e tabagismo cria um cenário de altíssimo risco para úlceras que não cicatrizam, podendo evoluir para amputação. Parar de fumar é uma das medidas mais eficazes para preservar a saúde dos pés a longo prazo.
Os danos do cigarro na pele
O cigarro degrada o colágeno e a elastina, proteínas responsáveis pela firmeza e elasticidade da pele. O resultado visível é o envelhecimento precoce: rugas mais profundas, pele opaca, tom amarelado e perda de viço — especialmente ao redor dos lábios e dos olhos.
A má oxigenação causada pelo monóxido de carbono da fumaça deixa a pele com aparência cinzenta. Fumantes também cicatrizam pior, o que compromete o resultado de procedimentos estéticos e aumenta o risco de complicações pós-operatórias.
Reversibilidade: o que melhora quando se para de fumar
Muitos danos do cigarro são reversíveis com a cessação do tabagismo. Em poucas semanas, a circulação periférica melhora, o risco de infarto cai e a gengiva começa a se recuperar. A pele demora um pouco mais, mas em meses já apresenta melhora no tônus e na cor.
Parar de fumar antes de tratamentos odontológicos ou procedimentos estéticos aumenta significativamente as chances de bons resultados e reduz o tempo de recuperação. A Clínica Leveze, no Barreiro, atende pacientes nas três especialidades e pode orientar sobre como preparar o organismo para cada procedimento.
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