Dente escurecido: causas e o que o dentista pode fazer
Dente escurecido pode ter origem extrínseca (manchas por pigmentos externos) ou intrínseca (polpa necrosada, trauma, medicamentos). O tratamento depende da causa: vai de clareamento a restauração ou coroa.
Tipos de escurecimento dental
O escurecimento dental pode ser classificado em extrínseco ou intrínseco. Extrínseco: manchas na superfície do esmalte por pigmentos externos — café, chá, vinho tinto, tabaco, alguns enxaguantes com clorexidina. Geralmente são removidas na limpeza profissional e respondem bem ao clareamento.
Intrínseco: o pigmento está dentro da estrutura do dente, incorporado ao esmalte, dentina ou polpa. Causas incluem polpa necrosada (a mais comum de escurecimento de um único dente), trauma dental, uso de tetraciclina na infância, fluorose, amelogênese imperfeita e envelhecimento natural.
A distinção é importante porque os tratamentos são completamente diferentes. O clareamento funciona bem para manchas externas e para alguns casos intrínsecos, mas não para dentes com polpa morta ou manchas por tetraciclina severa.
Dente que escureceu após trauma
Quando um dente sofre traumatismo (queda, batida), os vasos sanguíneos da polpa podem se romper, liberando sangue que infiltra os túbulos dentinários. Com o tempo, os produtos de degradação do sangue pigmentam o dente de dentro para fora — o dente fica róseo e depois acinzentado ou escurecido.
Esse escurecimento pode indicar que a polpa morreu (necrose pulpar). O dente pode estar assintomático por meses ou anos antes de desenvolver um abscesso periapical.
Todo dente que escureceu após trauma deve ser avaliado pelo dentista com exame clínico e radiográfico. Se houver necrose, o tratamento de canal é indicado, seguido de clareamento interno para recuperar a cor.
Manchas por fluorose e tetraciclina
Fluorose é causada pela ingestão excessiva de flúor durante a formação dos dentes (infância). Pode causar manchas brancas opacas, amareladas ou castanhas, dependendo da gravidade. Casos leves são tratados com microabrasão do esmalte ou clareamento; casos graves podem exigir facetas ou coroas.
As manchas por tetraciclina resultam do uso desse antibiótico durante a formação dos dentes. Produzem faixas cinzas, amarelas ou castanhas que permeiam toda a dentina. São um dos tipos mais difíceis de tratar — o clareamento pode melhorar, mas raramente elimina completamente as manchas.
Facetas de porcelana são frequentemente a solução de melhor resultado estético para casos de manchas internas extensas que não respondem ao clareamento.
Escurecimento por polpa necrosada
A polpa necrosada libera compostos que se infiltram na dentina e a pigmentam gradualmente. É a causa mais comum de um único dente mais escuro que os vizinhos.
O tratamento envolve o tratamento endodôntico (canal) para eliminar a polpa necrosada, seguido de clareamento interno: o dentista coloca um agente clareador dentro da câmara do dente por alguns dias. Na maioria dos casos, o resultado é bastante satisfatório.
Após o canal, se o clareamento interno não for suficiente ou se o dente tiver muita estrutura perdida, a restauração com resina ou uma coroa pode ser indicada.
Escurecimento natural e por hábitos
Com o envelhecimento, os dentes naturalmente ficam mais amarelados — a dentina se espessa e o esmalte perde translucidez. Esse processo é gradual e não indica doença.
Café, chá preto, vinho tinto e tabaco causam manchas externas que aderem ao esmalte. São removidas parcialmente na limpeza profissional e respondem bem ao clareamento dental de consultório ou caseiro.
Clareamento dental é um procedimento seguro quando indicado e acompanhado por dentista. Não funciona em restaurações existentes, próteses ou dentes com necrose pulpar sem tratamento de canal prévio.
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