Dente sensível ao frio e ao doce: por que acontece e como tratar
A sensibilidade ao frio e ao doce acontece quando a dentina — camada interna do dente — fica exposta. Isso pode ter causas simples, como escovação agressiva, ou mais sérias, como cárie e retração gengival. O dentista identifica a causa e indica o tratamento adequado.
Como a sensibilidade acontece
A dentina é atravessada por milhares de túbulos microscópicos que se comunicam com o nervo do dente. Quando o esmalte se desgasta ou a gengiva recua, esses túbulos ficam expostos. Ao entrar em contato com frio, calor, doce ou ácido, o líquido dentro dos túbulos se movimenta e estimula o nervo — causando a dor aguda característica.
A sensibilidade costuma ser breve (segundos) e cessa quando o estímulo é removido. Se a dor persiste por mais de 30 segundos, pode indicar inflamação da polpa, que é um quadro diferente.
Principais causas de dentina exposta
Escovação agressiva: escovar com força excessiva ou usar cerdas duras desgasta o esmalte e empurra a gengiva para baixo, expondo a raiz.
Retração gengival: pode ser causada por periodontite, escovação errada ou posição dos dentes. A raiz não é protegida por esmalte — apenas por cemento, muito mais frágil.
Cárie: quando a lesão ainda está na dentina, o doce e o frio costumam provocar dor. É um dos primeiros sintomas.
Bruxismo e apertamento: o atrito contínuo desgasta o esmalte das cúspides, expondo a dentina na superfície de mordida.
Clareamento dental: o peróxido pode aumentar temporariamente a permeabilidade dos túbulos dentinários, causando sensibilidade que costuma ceder em poucos dias.
Diagnóstico: o que o dentista avalia
O profissional examina a quantidade de esmalte remanescente, o nível da gengiva, a presença de cárie e o padrão de desgaste. Em alguns casos, faz radiografia para descartar lesão mais profunda.
A diferença entre sensibilidade por dentina exposta e pulpite (nervo inflamado) é importante: a primeira cede rápido; a segunda persiste e pode vir com dor espontânea.
Tratamentos disponíveis
Dessensibilizantes: géis ou vernizes com nitrato de potássio, fluoreto de sódio ou oxalato de potássio bloqueiam os túbulos dentinários. Podem ser aplicados em consultório ou usados em casa (conforme orientação).
Restauração: quando há cárie ou desgaste localizado, restaurar com resina composta protege a área exposta.
Enxerto gengival: indicado quando a retração é significativa. Cobre a raiz exposta e evita progressão.
Placa de mordida (bruxismo): protege o esmalte durante o sono e reduz o desgaste.
O que fazer no dia a dia para reduzir a sensibilidade
Use escova de cerdas macias e técnica de escovação suave (movimentos circulares ou de vibração, sem pressão). Troque a escova a cada três meses.
Pastas para dentes sensíveis com nitrato de potássio ou arginina ajudam a bloquear os túbulos com uso regular — mas não substituem o tratamento da causa.
Quando a sensibilidade pede consulta urgente
Se a dor for intensa, durar mais de 30 segundos após o estímulo, aparecer de forma espontânea (sem frio ou doce) ou vier acompanhada de dor ao morder, o nervo pode estar comprometido. Agende consulta sem demora.
Na Clínica Leveze, no Barreiro em BH, a equipe avalia a origem da sensibilidade e orienta o tratamento mais adequado para cada caso. Atendimento de segunda a sábado, das 8h às 17h.
Precisa de odontologia na região do Barreiro?
A Clínica Leveze fica em Milionários, Belo Horizonte. Nota 5,0 no Google, atendimento de segunda a sábado.
Agendar pelo WhatsApp