Odontologia

Diabetes: cuidados com boca e pés

Revisado por Dra. Thais Mattos, Cirurgiã-Dentista — Clínica Leveze · Atualizado em 16/06/2026
Resposta rápida

Pessoas com diabetes têm maior risco de doença gengival grave, cáries, boca seca e cicatrização lenta na boca. Nos pés, o risco de lesões que evoluem para complicações sérias é significativo por causa da neuropatia e da circulação comprometida. O acompanhamento odontológico e podológico regular não é opcional — faz parte do controle da doença.

A relação entre diabetes e saúde bucal

O diabetes compromete o sistema imunológico e a circulação, o que afeta diretamente a saúde da boca. Pessoas com diabetes mal controlado têm muito mais chance de desenvolver gengivite e periodontite — e, uma vez instaladas, essas infecções são mais difíceis de tratar.

A relação é bidirecional: a periodontite grave dificulta o controle da glicemia. É uma via de mão dupla que precisa de atenção nos dois lados. Controlar a doença gengival é parte do controle do diabetes.

Além disso, o diabetes pode causar boca seca (xerostomia), que reduz a proteção natural da saliva contra bactérias e aumenta o risco de cáries e infecções por fungos (candidíase oral).

Periodontite no diabético: por que é mais grave

A periodontite é a inflamação das estruturas de suporte dos dentes — osso, ligamento e gengiva. No diabético, a resposta inflamatória é exacerbada e a cicatrização é mais lenta. Isso faz a doença progredir com mais rapidez e causar perda óssea e dental mais acentuada.

Os sinais de alerta são os mesmos: gengiva sangrando ao escovar, sensibilidade, mau hálito persistente, dentes que parecem estar afastando. Em diabéticos, esses sinais não devem ser ignorados — buscar avaliação odontológica rapidamente faz diferença no prognóstico.

O tratamento periodontal em diabéticos segue os mesmos princípios, mas pode exigir mais sessões e acompanhamento mais próximo. Em alguns casos, é necessária a coordenação com o médico que acompanha o diabetes.

Cuidados com os pés no diabético

A neuropatia diabética reduz a sensibilidade nos pés — pequenas feridas, bolhas ou pontos de pressão podem passar despercebidos e evoluir para infecções graves. A circulação comprometida dificulta a cicatrização e pode levar a ulcerações.

Por isso, o exame diário dos pés é parte essencial da rotina de quem tem diabetes. Verificar a planta, entre os dedos e ao redor das unhas em busca de cortes, bolhas, vermelhidão ou mudança de temperatura.

Qualquer ferida nos pés de um diabético deve ser avaliada por podólogo ou médico sem demora. O que parece pequeno pode evoluir rapidamente sem o tratamento correto.

Boas práticas diárias para o diabético

Nunca andar descalço — nem dentro de casa. Pisos duros e irregulares podem causar lesões que passam despercebidas pela neuropatia. Use sempre calçados fechados, macios e sem costuras internas que irritem.

Hidrate os pés diariamente, mas evite entre os dedos. Corte as unhas reto, sem arredondar as bordas, e nunca corte calosidades em casa — risco de lesão é alto.

A higiene bucal deve ser impecável: escovação com fio dental após cada refeição, consultas odontológicas a cada três a quatro meses (e não a cada seis como na população geral). Informar sempre o dentista sobre o diabetes e os medicamentos em uso.

Como a Clínica Leveze acompanha pacientes diabéticos

A Clínica Leveze, no Barreiro em BH, tem estrutura para acompanhar tanto a saúde bucal quanto a saúde dos pés de pacientes diabéticos. A Dra. Thais Mattos (odontologia) e a Dra. Eliana Mattos (podologia) trabalham com atenção às especificidades de cada condição.

O acompanhamento regular — consultas de rotina mais frequentes, orientação específica para a condição — é o que previne as complicações mais graves. Clínica com 5,0 no Google e mais de 330 avaliações no Barreiro.

Se você tem diabetes e não tem acompanhamento odontológico e podológico regular, comece pelo agendamento de uma avaliação. Esse é o passo mais importante.

Precisa de odontologia na região do Barreiro?

A Clínica Leveze fica em Milionários, Belo Horizonte. Nota 5,0 no Google, atendimento de segunda a sábado.

Agendar pelo WhatsApp
Dúvidas comuns

Perguntas Frequentes

Diabético pode fazer qualquer tratamento odontológico?
Sim, com ajustes. Extrações, cirurgias e procedimentos com risco de sangramento exigem que a glicemia esteja controlada. O dentista precisa saber do diabetes e dos medicamentos em uso para tomar as precauções corretas. Procedimentos de rotina como limpeza e restaurações em geral não têm restrição.
Com que frequência diabético deve ir ao podólogo?
Com diabetes bem controlado e sem complicações nos pés, a recomendação é pelo menos uma vez a cada três meses. Quem tem neuropatia, alteração de circulação ou histórico de úlceras pode precisar de acompanhamento mensal ou mais frequente.
A boca seca tem tratamento?
Tem manejo. Beber água com frequência, mastigar chicletes sem açúcar para estimular a saliva, usar umidificador no quarto e evitar álcool e cafeína ajudam. Há também produtos específicos (géis, enxaguantes) para xerostomia. O dentista orienta o protocolo mais adequado.
Candidíase oral é comum em diabéticos?
Sim. A glicemia elevada e a boca seca criam ambiente favorável para o fungo Candida albicans. Aparece como placas esbranquiçadas na língua, bochechas ou palato. O tratamento é com antifúngico oral e o controle glicêmico é fundamental para evitar recorrência.
Uma ferida no pé de diabético sempre vira coisa séria?
Não, quando tratada adequadamente e com rapidez. O risco aumenta quando a ferida passa despercebida ou não recebe cuidado profissional. Por isso o exame diário e o acompanhamento podológico regular são tão importantes — o objetivo é nunca chegar a esse ponto.
Leveze
Especialidades
Contato
Segunda a Sábado 08:00 - 17:00
Av. Olinto Meireles, 1574 - Sala 609 - Milionários, Belo Horizonte - MG, 30620-330
WhatsApp