A esfoliação química usa ácidos para dissolver as células mortas de forma uniforme e controlada. A física usa partículas abrasivas para remover mecanicamente. Para a maioria dos tipos de pele, a esfoliação química é mais segura e eficaz, pois oferece resultado mais homogêneo e menor risco de microlesões.
Por que a pele precisa de esfoliação
A pele passa por um processo natural de renovação celular chamado descamação. Com o tempo, as células mortas que deveriam desprender naturalmente ficam acumuladas, deixando a pele com aspecto opaco, textura irregular e dificultando a absorção de outros produtos.
A esfoliação regular acelera esse processo, revelando pele mais nova, macia e luminosa. Também facilita a penetração de séruns, hidratantes e ativos.
Esfoliação física: como funciona e para quem é indicada
A esfoliação física usa partículas abrasivas — açúcar, sal, microesferas, esponjas ou panos — para remover mecanicamente as células mortas da superfície da pele.
É uma opção mais imediata: a pele fica mais suave logo após o uso. Porém, quando feita com pressão excessiva ou com grânulos muito grossos, pode causar microlesões, irritação e piorar quadros de acne inflamatória.
É mais indicada para pele normal a seca sem acne ativa. Para pele oleosa e acneica, os grânulos abrasivos podem disseminar bactérias e agravar inflamações.
Esfoliação química: como funciona e vantagens
A esfoliação química usa ácidos como glicólico, mandélico, lático e salicílico para dissolver as ligações entre as células mortas, promovendo uma descamação uniforme e controlada.
Age de forma mais homogênea do que a física e pode atingir camadas ligeiramente mais profundas, com melhor resultado para manchas, poros e textura. Tem menor risco de causar microlesões quando usada nas concentrações adequadas.
O ácido salicílico (BHA) é o mais indicado para pele oleosa e acneica, pois penetra nos poros. Os AHAs (glicólico, mandélico) são mais indicados para textura, manchas e pele seca ou mista.
Com que frequência esfoliar
Esfoliação física: uma a duas vezes por semana, no máximo. Pressão leve e movimentos circulares suaves. Evitar em pele com acne ativa, rosácea ou lesões abertas.
Esfoliação química doméstica: de uma a três vezes por semana, dependendo da concentração e da tolerância da pele. Sempre à noite e com protetor solar obrigatório no dia seguinte.
Peeling químico profissional em clínica: geralmente mensal ou conforme protocolo, com concentrações mais altas e sob supervisão. Os resultados são mais expressivos e duradouros.
Combinando esfoliação com o resto da rotina
Nos dias em que você esfoliar, evite outros ativos potentes como retinol ou vitamina C na mesma aplicação. A pele já passou por um processo de renovação e pode ficar mais sensível.
Hidratação é essencial após a esfoliação. Com a barreira ligeiramente mais exposta, a pele absorve melhor os hidratantes aplicados na sequência.
Se tiver dúvidas sobre qual tipo de esfoliação é melhor para sua pele ou quiser um tratamento mais eficaz, consulte a equipe da Clínica Leveze para avaliação personalizada.
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