Flacidez facial é causada pela perda progressiva de colágeno, elastina e volume que acontece com o envelhecimento. Tratamentos como radiofrequência, microagulhamento e ultrassom microfocado ajudam a firmar a pele de forma gradual, sem cirurgia.
Por que a pele do rosto perde firmeza
A firmeza da pele depende de duas proteínas principais: colágeno, que dá estrutura, e elastina, que permite que a pele volte ao lugar depois de ser esticada. Com o envelhecimento, a produção dessas proteínas cai — e a pele vai perdendo a capacidade de se sustentar.
Além do processo natural, fatores externos aceleram a flacidez: exposição solar sem proteção, tabagismo, perda de peso rápida, desidratação crônica e dieta pobre em antioxidantes.
A flacidez facial aparece gradualmente. Começa com uma suavização dos contornos, depois o surgimento de linhas mais marcadas e, mais à frente, o afrouxamento visível da pele em áreas como o pescoço, o queixo e as bochechas.
Graus de flacidez e o que cada um exige
Flacidez leve é a mais responsiva aos tratamentos estéticos não invasivos. Nesse estágio, a pele ainda tem boa quantidade de colágeno e responde bem a estímulos como radiofrequência e microagulhamento.
Flacidez moderada exige protocolos mais completos e constantes. A combinação de procedimentos e a manutenção regular são fundamentais para manter o resultado.
Flacidez intensa, com excesso real de pele, pode ter indicação cirúrgica — como o lifting facial — que extrapola o escopo da estética. Nesse caso, o encaminhamento ao cirurgião plástico é o caminho mais honesto.
Tratamentos estéticos para flacidez facial
Radiofrequência é um dos procedimentos mais usados para flacidez. O calor gerado pelo aparelho aquece a derme, contraindo fibras de colágeno já existentes e estimulando a formação de novas. A pele fica mais firme progressivamente.
Microagulhamento com fatores de crescimento ou vitaminas estimula a produção de colágeno por meio de microlesões controladas. É eficaz para flacidez leve e para complementar outros tratamentos.
Ultrassom microfocado (HIFU) atinge camadas mais profundas da pele com energia ultrassônica, chegando ao SMAS — a camada músculo-aponeurótica que os cirurgiões também trabalham no lifting. É indicado para flacidez moderada e resultados mais expressivos.
Bioestimuladores de colágeno são injetados na pele para estimular a produção endógena de colágeno. São procedimentos médicos com resultado que se desenvolve ao longo de meses e pode durar mais de um ano.
Combinação de técnicas e manutenção
Nenhum procedimento isolado resolve a flacidez de forma completa. Os melhores resultados vêm da combinação de técnicas — por exemplo, radiofrequência para firmar a pele associada a microagulhamento para estimular colágeno — e de uma rotina de manutenção.
A frequência das sessões depende do protocolo, mas em geral os tratamentos são mensais ou quinzenais. Após o ciclo inicial, sessões de manutenção a cada 2–3 meses ajudam a preservar o resultado.
Em casa, o uso de ativos que estimulam colágeno (vitamina C, retinol, peptídeos) potencializa o tratamento. O profissional orienta quais produtos fazem sentido para cada pele.
Resultado esperado e honestidade nas expectativas
Tratamentos estéticos para flacidez melhoram a firmeza e os contornos, mas não reproduzem o resultado de uma cirurgia plástica. Para quem tem flacidez leve a moderada e busca uma melhora progressiva e natural, o resultado é visível e satisfatório.
Quanto mais cedo o tratamento começa — antes de a flacidez ser intensa — melhores os resultados. Tratamento preventivo é sempre mais eficiente do que reparador.
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