Gengivite: o que é e como tratar antes que piore
Gengivite é a inflamação da gengiva causada pelo acúmulo de placa bacteriana. É reversível com tratamento profissional e melhora da higiene bucal. Ignorada, pode evoluir para periodontite e levar à perda de dentes.
O que é gengivite
Gengivite é a inflamação do tecido gengival — a gengiva fica vermelha, inchada e sangra com facilidade, especialmente ao escovar os dentes ou usar o fio dental. É a forma mais leve de doença periodontal e, diferentemente da periodontite, não compromete ainda o osso que sustenta o dente.
A boa notícia é que a gengivite é totalmente reversível quando tratada adequadamente. O problema é que muita gente normaliza o sangramento da gengiva e posterga a busca por atendimento até que o quadro piore.
Estima-se que mais da metade da população adulta tenha algum grau de gengivite em algum momento da vida. É uma condição muito comum, mas não deve ser ignorada.
Causas da gengivite
A causa principal é o acúmulo de placa bacteriana na margem gengival — a linha onde dente e gengiva se encontram. Quando a placa não é removida pela escovação e pelo fio dental, as bactérias irritam o tecido gengival e desencadeiam a inflamação.
Outros fatores que contribuem: tabagismo, diabetes mal controlada, alterações hormonais (gravidez, puberdade, menopausa), uso de certos medicamentos (como anticonvulsivantes e imunossupressores), estresse crônico e deficiências nutricionais.
Aparelhos ortodônticos fixos, próteses mal adaptadas e restaurações com bordas irregulares dificultam a limpeza e favorecem o acúmulo de placa, aumentando o risco de gengivite nesses pacientes.
Sintomas: como reconhecer
O sinal mais clássico é o sangramento ao escovar os dentes ou usar o fio dental. Muita gente acha que a gengiva sangra porque a escovação foi forte demais — mas gengiva saudável não sangra, nem com escovação vigorosa.
Outros sinais: gengiva avermelhada (o normal é o rosa-salmão firme), gengiva inchada ou sensível ao toque, mau hálito persistente e gengiva que parece estar 'crescendo' sobre o dente.
Em geral não há dor intensa na gengivite — o que pode fazer com que a pessoa demore a procurar atendimento. Mas a ausência de dor não significa que o problema é pequeno.
Tratamento da gengivite
O tratamento começa pela remoção profissional da placa e do tártaro por meio da profilaxia (limpeza) e, quando necessário, da raspagem supragengival. Esses procedimentos removem o agente causador da inflamação e permitem que o tecido se recupere.
Em paralelo, o dentista ou higienista vai orientar a técnica correta de escovação e uso do fio dental. A recorrência da gengivite acontece principalmente quando a higiene domiciliar não melhora após o tratamento.
Na maioria dos casos, após uma ou duas consultas de limpeza profissional combinadas com higiene adequada em casa, a gengiva volta ao estado saudável em duas a quatro semanas.
Gengivite na gravidez: atenção redobrada
A gengivite gestacional é muito comum: as alterações hormonais da gravidez deixam o tecido gengival mais sensível à placa bacteriana. Gestantes com gengivite não tratada têm maior risco de parto prematuro e bebê com baixo peso ao nascer — por isso o acompanhamento odontológico no pré-natal é fundamental.
O tratamento durante a gravidez é seguro e indicado, especialmente no segundo trimestre. Evitar a limpeza profissional por medo não protege o bebê — muito pelo contrário.
Mulheres grávidas devem comunicar ao dentista a gestação e os medicamentos em uso para que os procedimentos sejam adaptados quando necessário.
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