Implante ou dentadura: entenda as diferenças antes de decidir
O implante oferece mais estabilidade, conforto e preservação óssea, mas exige cirurgia e maior investimento. A dentadura é mais acessível e rápida, mas pode causar desconforto e não preserva o osso. A decisão depende da saúde óssea, da condição sistêmica do paciente e das possibilidades financeiras, e deve ser tomada com o dentista.
O que é a dentadura convencional
A dentadura, também chamada de prótese total removível, substitui todos os dentes de uma arcada. Ela se apoia na gengiva e nos ossos da mandíbula ou maxila, sendo retirada para higienização diária.
É uma solução com longa tradição na odontologia, com custo mais acessível e confecção mais rápida. No entanto, com o tempo, a reabsorção óssea que ocorre após a perda dos dentes faz com que a dentadura vá perdendo adaptação, exigindo reembasamentos periódicos ou troca.
Como funcionam os implantes para reabilitação total
Para quem perdeu todos os dentes de uma arcada, existe a possibilidade de fixar uma prótese sobre implantes, o que é chamado de protocolo (All-on-4 ou All-on-6). Nesse caso, quatro ou seis implantes sustentam uma prótese fixa, eliminando a necessidade de retirar a dentadura.
O resultado é muito mais estável: o paciente come, fala e sorri com segurança. Além disso, os implantes estimulam o osso, retardando a reabsorção que ocorre com a dentadura convencional.
Prós e contras da dentadura
Pontos positivos: custo mais baixo, sem cirurgia, confecção mais rápida, indicada mesmo quando não há osso suficiente para implantes.
Pontos negativos: menor estabilidade (pode se mover ao comer ou falar), necessidade de creme fixador em alguns casos, perda óssea progressiva ao longo dos anos, necessidade de reembasamentos ou trocas periódicas e impacto no bem-estar social de alguns pacientes.
Prós e contras do protocolo sobre implantes
Pontos positivos: prótese fixa (não sai), alta estabilidade, preservação do volume ósseo, função mastigatória superior, qualidade de vida elevada.
Pontos negativos: exige cirurgia, maior custo, tempo de tratamento mais longo (incluindo osseointegração), contraindicado em alguns pacientes com condições sistêmicas não controladas.
Quando a dentadura ainda é a melhor escolha
A dentadura continua sendo indicada quando o paciente não tem osso suficiente e não quer ou não pode realizar enxerto, quando há contraindicações cirúrgicas, ou quando o protocolo financeiro do momento não permite o investimento no protocolo sobre implantes.
Nesses casos, a dentadura bem ajustada, aliada a um bom acompanhamento odontológico, permite qualidade de vida satisfatória.
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