Não existe um único "melhor" tratamento para flacidez — a escolha depende do grau de flacidez, da idade e da resposta da sua pele. Radiofrequência, bioestimuladores de colágeno e protocolos combinados são os mais eficazes na prática clínica, mas só uma avaliação presencial define o protocolo certo.
Por que a pele fica flácida com o tempo
A flacidez facial acontece pela perda gradual de colágeno, elastina e gordura subcutânea. Esse processo começa a partir dos 25 anos e se acelera após os 40. Fatores como exposição solar sem proteção, tabagismo, perda de peso rápida e genética influenciam o ritmo.
Existem dois tipos principais: flacidez cutânea (da pele em si, que fica mais fina e com menos elasticidade) e flacidez tissular (perda de volume e suporte nas estruturas mais profundas). Cada tipo responde melhor a tratamentos diferentes.
Radiofrequência: como funciona e para quem é indicada
A radiofrequência aquece as camadas profundas da pele por meio de ondas eletromagnéticas. Esse calor controlado estimula a produção de colágeno e promove a retração das fibras já existentes. O resultado é uma pele mais firme e com contorno facial mais definido.
É um dos tratamentos mais utilizados para flacidez leve a moderada. Não é invasivo, não exige recuperação e pode ser feito em sessões quinzenais ou mensais. Os resultados aparecem progressivamente ao longo de semanas.
Para flacidez mais avançada, a radiofrequência costuma ser combinada com outros tratamentos para potencializar o resultado.
Bioestimuladores de colágeno
Os bioestimuladores — como o ácido poli-L-lático e a hidroxiapatita de cálcio — funcionam estimulando o próprio organismo a produzir mais colágeno. São aplicados via injeção e o efeito é mais gradual e duradouro do que o do ácido hialurônico.
São indicados para flacidez moderada a intensa, perda de volume difusa e envelhecimento global do rosto. O resultado aparece ao longo de meses e pode durar de um a dois anos, dependendo do produto e do organismo de cada pessoa.
Por serem procedimentos injetáveis, exigem avaliação cuidadosa e profissional habilitado. A indicação correta é fundamental para um resultado natural.
Outros tratamentos: microagulhamento, DMAE e ultrassom microfocado
O microagulhamento estimula colágeno por microlesões controladas na pele. É mais indicado para flacidez cutânea leve e melhora também a textura e os poros. Resultados aparecem após algumas sessões.
O DMAE (dimetilaminoetanol) é uma substância com ação tensora que pode ser aplicada via microagulhamento ou peeling. Tem efeito mais imediato de firmeza, mas menos duradouro.
O ultrassom microfocado (HIFU) age em camadas profundas, incluindo o SMAS (a fáscia muscular do rosto). É uma das opções mais potentes para flacidez moderada a intensa, sem cirurgia.
Como escolher o tratamento certo para você
O grau de flacidez, a condição atual da sua pele e suas expectativas definem qual protocolo faz mais sentido. Flacidez leve responde bem à radiofrequência e ao microagulhamento. Flacidez moderada a intensa geralmente exige bioestimuladores ou procedimentos combinados.
Uma avaliação presencial com profissional especializado é o caminho mais seguro para não gastar com tratamento que não resolve o seu tipo de problema específico.
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