Depende do tipo de mancha. Melasma, sardas, manchas pós-inflamatórias e lentigos solares respondem a tratamentos diferentes. Peeling, microagulhamento com ativos despigmentantes e protocolos combinados são os mais indicados na prática, mas o diagnóstico correto vem primeiro.
Por que as manchas aparecem no rosto
As manchas na pele surgem pelo excesso de melanina em determinadas áreas. As causas são variadas: exposição solar acumulada, alterações hormonais (como na gravidez ou pelo uso de anticoncepcionais), inflamações deixadas pela acne, envelhecimento e predisposição genética.
Cada tipo de mancha tem uma origem diferente e responde de forma distinta aos tratamentos. Por isso, antes de começar qualquer protocolo, é fundamental identificar o que está causando a mancha — do contrário, o risco de piorar o quadro é real.
Tipos mais comuns de manchas e o que as diferencia
O melasma é uma das manchas mais desafiadoras. Aparece em áreas simétricas do rosto — bochechas, testa e lábio superior — e tem forte relação com hormônios e sol. Tende a reaparecer e exige manutenção contínua.
As manchas pós-inflamatórias são a escuridão que fica depois de uma espinha ou lesão. Costumam melhorar com o tempo e respondem bem a tratamentos tópicos e peelings suaves.
Os lentigos solares (manchas senis) são manchas marrons causadas pela exposição solar acumulada ao longo dos anos. São mais comuns após os 40 e respondem bem a peelings e tratamentos com laser.
Peeling: o tratamento mais usado para manchas
O peeling químico é um dos tratamentos mais eficazes e acessíveis para manchas superficiais. Ele remove as camadas mais externas da pele com ácidos (como o glicólico, mandélico, retinoico ou tricloroacético), estimulando a renovação celular.
A profundidade do peeling — superficial, médio ou profundo — define o tipo de ácido, a concentração e o tempo de recuperação. Peelings superficiais têm descamação leve e podem ser feitos durante a semana. Peelings mais profundos exigem alguns dias de recuperação.
Para melasma, peelings muito agressivos podem piorar o quadro. Nesses casos, protocolos mais suaves e frequentes tendem a ser mais indicados.
Microagulhamento com ativos despigmentantes
O microagulhamento cria microcanais na pele que aumentam a absorção de ativos despigmentantes como vitamina C, ácido tranexâmico e niacinamida. Essa combinação pode ser mais eficaz do que usar os ativos isolados na superfície.
É uma opção interessante para manchas pós-inflamatórias e melasma em fase estável. Exige profissional habilitado para calibrar a profundidade das agulhas e escolher os ativos certos para cada tipo de mancha.
O papel do protetor solar no tratamento
Nenhum tratamento para manchas funciona sem uso diário de protetor solar. O sol é o principal estímulo para a produção de melanina. Mesmo em dias nublados ou dentro de casa perto de janelas, a proteção solar é indispensável.
Interromper o protetor solar durante o tratamento é a causa mais comum de resultados frustrantes. O protetor não é complemento — ele é parte do tratamento.
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