Estética

Menopausa e pele: mudanças, causas e cuidados que fazem diferença

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Revisado pela equipe da Clínica Leveze · Atualizado em 16/06/2026
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Com a menopausa, a queda do estrogênio reduz a produção de colágeno, diminui a hidratação natural da pele e acelera o aparecimento de rugas e flacidez. Proteção solar, hidratação consistente e procedimentos estéticos indicados por um profissional ajudam a preservar a qualidade da pele nessa fase.

O que a queda do estrogênio faz com a pele

O estrogênio estimula a produção de colágeno, ácido hialurônico e elastina — os três pilares da firmeza e hidratação da pele. Com a menopausa, os níveis desse hormônio caem abruptamente, e a pele perde em média 30% do colágeno nos primeiros cinco anos após a menopausa.

O resultado é perceptível: pele mais fina, seca e sem elasticidade, rugas mais marcadas, flacidez no oval do rosto e no pescoço, manchas de hiperpigmentação mais evidentes e cicatrização mais lenta. A pele também se torna mais sensível e reativa a produtos que antes tolerava bem.

Cuidados domiciliares que fazem diferença

Filtro solar diário com FPS 30 ou mais é inegociável — a radiação UV é o principal acelerador do envelhecimento cutâneo e das manchas. Hidratante com ácido hialurônico, ceramidas ou glicerina repõe a umidade que a pele produz com menos eficiência após a menopausa.

Retinol (vitamina A) em formulações para uso noturno é um dos ativos com maior evidência científica para estimular o colágeno e reduzir rugas. Deve ser introduzido gradualmente para evitar irritação. Vitamina C sérica pela manhã complementa a proteção antioxidante e contribui para a uniformização do tom.

Procedimentos estéticos indicados nessa fase

Bioestimuladores de colágeno (como ácido poliláitico e hidroxiapatita de cálcio) estimulam a produção endógena de colágeno ao longo de meses, com resultados naturais e progressivos — adequados para flacidez e perda de volume. Microagulhamento com fatores de crescimento ativa a reparação da pele e melhora textura e firmeza.

Peelings químicos com ácido glicólico, mandélico ou retinoico renovam a superfície cutânea, clareiam manchas e estimulam o colágeno. Radiofrequência e ultrassom focado promovem tensionamento da pele sem cirurgia. O ideal é um plano de tratamento individualizado, com avaliação profissional que leve em conta o grau de flacidez, o tipo de pele e os objetivos da paciente.

Menopausa e além: uma abordagem global

Além dos cuidados com a pele, hábitos gerais de saúde impactam diretamente a aparência nessa fase: sono de qualidade, alimentação rica em antioxidantes, proteína adequada, hidratação e exercício físico regular — especialmente os de resistência, que estimulam a síntese de colágeno.

A terapia de reposição hormonal (TRH), quando indicada pelo ginecologista, também tem efeitos positivos documentados sobre a pele. Essa decisão deve ser tomada com o médico, avaliando riscos e benefícios individuais. O cuidado com a pele é mais eficaz quando parte de uma rotina integrada de saúde.

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Dúvidas comuns

Perguntas Frequentes

Com que idade costumam aparecer as primeiras mudanças na pele pela menopausa?
A perimenopausa pode começar aos 40 anos, com flutuações hormonais que já afetam a pele. As mudanças mais evidentes geralmente ocorrem nos dois a cinco anos após a menopausa, mas variam muito entre as mulheres.
Colágeno oral ajuda na pele na menopausa?
Alguns estudos mostram benefícios modestos na hidratação e elasticidade com suplementação de colágeno hidrolisado. Não substitui proteção solar e cuidados tópicos, mas pode ser um complemento útil.
Bioestimulador de colágeno é seguro para mulheres na menopausa?
Sim, e é especialmente indicado nessa fase, pois a queda do estrogênio reduz a produção natural de colágeno. O bioestimulador estimula o organismo a produzir colágeno próprio, com resultados graduais e duradouros.
A pele fica mais oleosa ou mais seca na menopausa?
Geralmente mais seca. A queda do estrogênio reduz a produção de sebo e compromete a barreira cutânea. Algumas mulheres, porém, relatam oleosidade aumentada na zona T no início da perimenopausa, por flutuação hormonal.
Vale a pena investir em procedimentos estéticos depois dos 50 anos?
Sim. Procedimentos como bioestimuladores, peelings e radiofrequência são seguros e eficazes em qualquer idade. O objetivo não é voltar ao passado, mas preservar a saúde da pele e manter um visual que transmita bem-estar — o que impacta positivamente a autoestima.
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