Peeling e microagulhamento tratam problemas parecidos, mas por caminhos diferentes. O peeling renova a pele por esfoliação química; o microagulhamento estimula colágeno por microlesões. A escolha depende do seu tipo de pele, da queixa principal e do histórico de tratamentos.
Como funciona o peeling
O peeling químico usa ácidos — glicólico, mandélico, salicílico, retinoico, TCA, entre outros — para remover camadas danificadas da pele e estimular a renovação celular. A profundidade do tratamento depende do ácido e da concentração utilizada.
Peelings superficiais causam descamação leve, têm tempo de recuperação mínimo e podem ser feitos durante a semana. Peelings médios e profundos exigem dias de cuidado em casa, mas oferecem resultados mais expressivos.
É indicado para manchas, acne, oleosidade, textura irregular, rugas finas e uniformização do tom da pele.
Como funciona o microagulhamento
O microagulhamento (ou indução percutânea de colágeno) usa um dispositivo com microagulhas para criar pequenas lesões controladas na pele. Essas microlesões ativam a resposta de cicatrização do organismo, estimulando a produção de colágeno e elastina.
Além do estímulo mecânico, o microagulhamento potencializa a absorção de ativos aplicados durante o procedimento — vitamina C, fator de crescimento, ácido hialurônico, entre outros.
É indicado para rugas finas, flacidez cutânea, cicatrizes de acne, manchas, poros dilatados e envelhecimento global da pele.
Principais diferenças entre peeling e microagulhamento
O peeling age principalmente na superfície, renovando o estrato córneo e as camadas mais externas. O microagulhamento age em profundidade, estimulando as camadas mais internas a produzir novas fibras de suporte.
O peeling tende a ter resultado mais rápido para manchas e uniformização do tom. O microagulhamento é mais eficaz para cicatrizes, rugas e flacidez.
Em termos de recuperação, o microagulhamento provoca vermelhidão e sensibilidade por um a três dias. O peeling pode causar descamação por alguns dias, variando conforme a profundidade.
Quando combinar os dois tratamentos
É bastante comum e seguro combinar peeling e microagulhamento em um protocolo. Eles se complementam: o peeling prepara a pele e trata a superfície; o microagulhamento trabalha as camadas mais profundas.
A ordem e o intervalo entre os procedimentos dependem do estado da pele e da sensibilidade de cada pessoa. Isso deve ser planejado pelo profissional que fará o atendimento.
Qual é o melhor para cicatrizes de acne
Para cicatrizes de acne, especialmente as do tipo atrófico (que ficam afundadas), o microagulhamento costuma ser mais indicado, pois estimula o preenchimento da cicatriz com colágeno novo. O peeling pode ser usado em complemento para melhorar a textura e o tom.
Cicatrizes pós-inflamatórias (manchas escuras sem afundamento) respondem bem ao peeling associado a ativos despigmentantes.
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