Pés no inverno: ressecamento e rachaduras
No inverno, a pele dos pés perde umidade com mais facilidade por causa do frio e do uso de calçados fechados por mais tempo. Para prevenir ressecamento e rachaduras, hidrate os pés diariamente com creme específico, esfolie com suavidade uma vez por semana e mantenha as unhas cortadas corretamente. Rachaduras profundas ou dolorosas precisam de avaliação podológica.
Por que o inverno agride mais a pele dos pés
O ar frio e seco reduz a produção natural de sebo na pele, que é o que mantém a hidratação. Os pés, por não terem glândulas sebáceas na planta, já partem em desvantagem — e o inverno piora esse quadro.
O uso contínuo de meias e calçados fechados, combinado com o aquecedor em ambientes internos, resseca ainda mais. O resultado é pele endurecida, calosidades aumentadas e, nos casos mais avançados, rachaduras dolorosas nos calcanhares.
Quem já tem tendência a pele seca, diabetes ou problemas circulatórios sente esse impacto com mais intensidade e precisa de atenção redobrada.
Como hidratar os pés corretamente no inverno
O melhor momento para hidratar é logo após o banho, com a pele ainda levemente úmida — isso potencializa a absorção. Use creme específico para os pés, preferencialmente com ureia (entre 10% e 20%), que é o ingrediente mais eficaz para pele muito ressecada.
Aplique no calcanhar, na planta e no dorso do pé. Evite entre os dedos para não criar umidade excessiva nessa região.
À noite, uma técnica simples é aplicar creme em maior quantidade e dormir com meias leves de algodão. O efeito oclusivo suave ajuda a fixar a hidratação durante o sono.
Esfoliação: frequência e cuidado
A esfoliação remove as células mortas acumuladas que contribuem para a pele grossa e calosidades. Uma vez por semana é suficiente — com bucha vegetal, pedra-pomes ou esfoliante específico, sempre em pele úmida.
Não force demais. Esfoliar com pressão excessiva irrita a pele e pode provocar microlesões. O objetivo é amolecer e remover o excesso, não raspar até a camada viva.
Após esfoliar, sempre hidrate. A pele recém-esfoliada absorve melhor o produto.
Rachaduras: quando é simples e quando precisa de ajuda
Rachaduras superficiais, sem sangramento e sem dor intensa, respondem bem à hidratação consistente por alguns dias. Mantenha o local limpo, hidrate com creme de ureia e evite ficar descalço em pisos duros.
Rachaduras profundas, com sangramento, dor ao caminhar ou sinais de infecção (vermelhidão, pus, calor) precisam de avaliação profissional. O podólogo faz o desbridamento seguro e orienta o tratamento correto.
Pessoas com diabetes não devem tratar rachaduras em casa, mesmo que pareçam simples. A cicatrização é mais lenta e o risco de infecção é maior.
Cuidado com as unhas no inverno
No inverno, o uso de calçados fechados aumenta a pressão sobre as unhas, favorecendo o encravamento. Corte as unhas retas, sem arredondar demais as bordas, e em comprimento adequado — nem muito curtas, nem deixando passar muito da ponta do dedo.
Evite cortar os cantos em ângulo agudo, pois isso é a principal causa de unha encravada. Se já houver dor ou inchaço na lateral da unha, não tente resolver em casa: o podólogo tem o instrumental e a técnica corretos.
Na Clínica Leveze no Barreiro, a Dra. Eliana Mattos atende casos de unhas encravadas, calosidades e rachaduras com protocolo adequado para cada situação.
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