O preenchimento com ácido hialurônico é seguro quando realizado por profissional habilitado (médico ou dentista com formação em harmonização), com produto regularizado e técnica adequada. Os riscos existem, mas são minimizados com a escolha certa do profissional.
O que é o preenchimento facial
Preenchimento facial é a aplicação de substâncias injetáveis para repor volume perdido com o envelhecimento, corrigir assimetrias ou definir contornos. O produto mais usado atualmente é o ácido hialurônico — uma substância que já existe naturalmente no organismo e que, quando injetada, atrai água e preenche o local.
As áreas mais tratadas são: lábios (para aumentar o volume ou definir o contorno), sulco nasogeniano (a marca que vai do nariz até os cantos da boca), olheiras (sulco lacrimal), maçãs do rosto, mento (queixo) e região das têmporas.
O ácido hialurônico é reversível — pode ser dissolvido com uma enzima chamada hialuronidase em caso de resultado insatisfatório ou complicação. Isso é uma vantagem importante em relação a outros preenchedores.
É seguro?
O preenchimento é um procedimento considerado seguro quando realizado dentro das normas: profissional habilitado, produto com registro na Anvisa, técnica adequada e avaliação prévia cuidadosa.
No Brasil, a aplicação de preenchimento facial é restrita a médicos e dentistas com formação específica em harmonização orofacial. Esteticistas não estão habilitados para realizar esse procedimento.
A segurança também depende do produto utilizado. Produtos sem registro, importados de forma irregular ou de marcas desconhecidas representam risco real. Sempre verifique se o produto tem registro Anvisa.
Quais são os riscos reais
Inchaço, hematoma e sensibilidade local são os efeitos colaterais mais comuns e esperados nos dias seguintes ao procedimento. Somem sozinhos em poucos dias.
Nódulos e irregularidades podem surgir se o produto for mal distribuído ou se houver migração. Em geral, são tratáveis com massagem ou dissolução do produto.
A complicação mais grave — e rara — é a oclusão vascular: quando o produto é injetado inadvertidamente dentro de um vaso, bloqueando a circulação. Pode causar necrose tecidual ou, em casos extremos, complicações visuais. É por isso que o conhecimento de anatomia do profissional é fundamental.
Infecção é rara mas possível, especialmente em ambientes sem os protocolos corretos de assepsia. Escolher uma clínica com estrutura adequada reduz esse risco.
Como escolher um profissional
Verificar a formação e a habilitação do profissional é o primeiro passo. Médicos devem ter registro no CRM; dentistas habilitados para harmonização orofacial, no CRO. Cursos e certificações complementam, mas não substituem a graduação.
Portfólio de resultados anteriores ajuda a avaliar o estilo e a qualidade do trabalho. Antes e depois reais, sem filtros excessivos, são mais informativos do que fotos trabalhadas.
Desconfie de preços muito abaixo do mercado. Preenchimento barato geralmente significa produto barato, profissional sem formação adequada ou aplicação em volume inadequado.
Uma boa consulta de avaliação — onde o profissional ouve o que você quer, explica o que é possível e o que não é, e conversa sobre riscos — é sinal de seriedade.
Quanto dura e quando repetir
A duração do ácido hialurônico varia conforme a área tratada, o produto usado e o metabolismo de cada pessoa. Em média, de 6 a 18 meses.
Áreas com mais movimento (como os lábios) tendem a ter duração menor. Áreas mais estáticas (como o mento ou as têmporas) costumam durar mais.
Não existe obrigação de repetir sempre no mesmo intervalo. Quando o resultado começa a diminuir visivelmente e a pessoa deseja manter, é hora de reavaliar.
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