Odontologia

Restauração de resina: como é feita e quanto dura

Revisado por Dra. Thais Mattos, Cirurgiã-Dentista — Clínica Leveze · Atualizado em 16/06/2026
Resposta rápida

A restauração de resina composta é o procedimento mais comum para tratar cáries e fraturas pequenas a médias. O material é colado diretamente ao esmalte e à dentina, esculpido pelo dentista na forma adequada e endurecido com luz LED. É feita em uma única consulta e, quando bem executada, tem durabilidade de vários anos.

O que é resina composta e para que serve

A resina composta é um material à base de matriz polimérica e partículas de cerâmica ou vidro. Ela é aplicada em camadas sobre o dente, modelada pelo dentista e fotopolimerizada (endurecida) com uma luz LED de alta intensidade.

É utilizada para restaurar dentes com cárie, pequenas fraturas, desgastes, fechamento de diastemas (espaços entre dentes) e até pequenas correções estéticas de forma e cor — as chamadas restaurações diretas estéticas ou 'facetas diretas'.

Como é feita a restauração

O dentista remove o tecido cariado ou fraturado com brocas específicas, aplica condicionamento ácido e sistema adesivo para garantir a adesão ao dente, e insere a resina em camadas incrementais. Cada camada é fotopolimerizada antes da próxima ser aplicada.

Após esculpir a anatomia correta, o dentista polia a restauração para que ela reproduza a textura e o brilho do esmalte natural. O procedimento é feito sob anestesia local e concluído em uma única consulta na maioria dos casos.

Durabilidade e limitações

A durabilidade de uma restauração de resina varia de cinco a dez anos em média, dependendo do tamanho da restauração, da localização (dentes posteriores sofrem maior carga mastigatória), dos hábitos do paciente e da qualidade do material e da técnica usada.

Hábitos como ranger os dentes (bruxismo), morder objetos duros ou consumo frequente de alimentos muito duros reduzem a vida útil da restauração. O tabagismo e o consumo de corantes escurecem a resina com o tempo.

Quando a resina não é suficiente

Quando a perda de estrutura dental é muito grande (mais de 50% do dente), a restauração de resina pode não ser a melhor opção. Nesses casos, o dentista pode indicar uma restauração indireta (onlay ou coroa inlay), confeccionada em laboratório em porcelana ou resina de alta resistência.

A avaliação de qual solução é mais adequada depende do tamanho da cárie ou fratura, da localização do dente e das condições da mordida.

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Dúvidas comuns

Perguntas Frequentes

Restauração de resina dói?
O procedimento é feito com anestesia local. Após a consulta, é normal alguma sensibilidade por um a dois dias, especialmente ao frio.
Restauração de resina mancha com o tempo?
Sim. A resina pode absorver pigmentos de café, chá, vinho e cigarro ao longo do tempo, escurecendo gradualmente. O polimento regular nas consultas de manutenção ajuda a retardar esse processo.
Posso comer logo após a restauração?
Após a fotopolimerização com luz LED, a resina já está endurecida. O dentista pode orientar a aguardar o efeito da anestesia passar antes de comer para evitar mordidas acidentais.
Restauração de resina é o mesmo que obturação?
Sim. 'Obturação' e 'restauração' são termos usados para o mesmo procedimento, embora tecnicamente 'obturação' também se aplique ao preenchimento dos canais no tratamento de canal.
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