Odontologia

Saúde bucal e saúde do coração: o que a ciência diz sobre essa conexão

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Revisado por Dra. Thais Mattos, Cirurgiã-Dentista — Clínica Leveze · Atualizado em 16/06/2026
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A doença periodontal (gengivite e periodontite) pode contribuir para problemas cardiovasculares porque as bactérias da gengiva inflamada entram na corrente sanguínea e aumentam a inflamação sistêmica. Cuidar da boca é, também, cuidar do coração.

Como a boca se conecta ao coração

A boca abriga centenas de espécies de bactérias. Quando há inflamação na gengiva, a barreira que normalmente impede a passagem dessas bactérias fica comprometida. Elas conseguem entrar na corrente sanguínea e alcançar órgãos distantes, incluindo o coração.

Estudos publicados em periódicos como o Journal of the American Heart Association associam a periodontite a um risco aumentado de doença arterial coronariana, endocardite bacteriana e até acidente vascular cerebral (AVC). A inflamação crônica de baixo grau, gerada pela infecção periodontal, é o mecanismo central dessa relação.

Periodontite: o que é e como identificar

A periodontite é uma infecção grave das estruturas que sustentam os dentes, como gengiva, ligamento periodontal e osso alveolar. Começa como gengivite — gengiva vermelha, inchada e que sangra ao escovar — e evolui quando não tratada.

Sinais de alerta incluem sangramento frequente ao escovar ou usar fio dental, mau hálito persistente, gengiva retraída, dentes que parecem 'maiores' do que antes e sensação de mobilidade dentária. Se você perceber qualquer desses sintomas, procure um dentista.

Fatores de risco compartilhados

Diabetes, tabagismo, obesidade e sedentarismo são fatores de risco tanto para doenças cardiovasculares quanto para doença periodontal. Isso significa que quem já tem predisposição a um problema precisa redobrar a atenção com o outro.

Pessoas com diabetes, por exemplo, têm resposta imunológica alterada e cicatrização mais lenta, o que torna a gengiva mais vulnerável à infecção. Ao mesmo tempo, a periodontite não controlada dificulta o controle glicêmico — uma relação bidirecional.

O que fazer na prática

Escovar os dentes pelo menos duas vezes ao dia com escova de cerdas macias, usar fio dental diariamente e visitar o dentista a cada seis meses são medidas simples com impacto direto na saúde geral.

Para quem já tem histórico de doenças cardíacas, hipertensão ou diabetes, a consulta odontológica preventiva deixa de ser opcional e passa a ser parte do acompanhamento clínico. Na Clínica Leveze, no Barreiro, a Dra. Thais Mattos realiza avaliações que consideram o histórico de saúde completo do paciente.

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A Clínica Leveze fica em Milionários, Belo Horizonte. Nota 5,0 no Google, atendimento de segunda a sábado.

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Dúvidas comuns

Perguntas Frequentes

Doença na gengiva pode causar infarto?
A periodontite não causa infarto diretamente, mas é considerada um fator de risco independente para doenças cardiovasculares. A inflamação crônica e a entrada de bactérias na corrente sanguínea contribuem para o processo de aterosclerose.
Quem usa marca-passo precisa de cuidado especial no dentista?
Sim. Pacientes com marca-passo devem informar o dentista antes de qualquer procedimento, pois alguns equipamentos odontológicos podem interferir no dispositivo. Além disso, há protocolos específicos de antibioticoterapia para prevenir endocardite.
Com que frequência devo ir ao dentista se tenho pressão alta?
A recomendação geral é a cada seis meses, mas pacientes com pressão arterial não controlada podem precisar de avaliação mais frequente. O dentista mede a pressão antes de procedimentos e pode suspender o atendimento eletivo se os valores estiverem muito elevados.
Sangramento gengival é sempre sinal de periodontite?
Não necessariamente. Pode ser gengivite simples, uso incorreto do fio dental, deficiência de vitamina C ou uso de anticoagulantes. O dentista é quem diferencia as causas e indica o tratamento adequado.
A limpeza dental (profilaxia) ajuda a proteger o coração?
Sim, indiretamente. A profilaxia remove o tártaro e controla a inflamação gengival, reduzindo a carga bacteriana na boca e, consequentemente, a inflamação sistêmica associada a riscos cardiovasculares.
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