Saúde bucal e saúde do coração: o que a ciência diz sobre essa conexão
A doença periodontal (gengivite e periodontite) pode contribuir para problemas cardiovasculares porque as bactérias da gengiva inflamada entram na corrente sanguínea e aumentam a inflamação sistêmica. Cuidar da boca é, também, cuidar do coração.
Como a boca se conecta ao coração
A boca abriga centenas de espécies de bactérias. Quando há inflamação na gengiva, a barreira que normalmente impede a passagem dessas bactérias fica comprometida. Elas conseguem entrar na corrente sanguínea e alcançar órgãos distantes, incluindo o coração.
Estudos publicados em periódicos como o Journal of the American Heart Association associam a periodontite a um risco aumentado de doença arterial coronariana, endocardite bacteriana e até acidente vascular cerebral (AVC). A inflamação crônica de baixo grau, gerada pela infecção periodontal, é o mecanismo central dessa relação.
Periodontite: o que é e como identificar
A periodontite é uma infecção grave das estruturas que sustentam os dentes, como gengiva, ligamento periodontal e osso alveolar. Começa como gengivite — gengiva vermelha, inchada e que sangra ao escovar — e evolui quando não tratada.
Sinais de alerta incluem sangramento frequente ao escovar ou usar fio dental, mau hálito persistente, gengiva retraída, dentes que parecem 'maiores' do que antes e sensação de mobilidade dentária. Se você perceber qualquer desses sintomas, procure um dentista.
Fatores de risco compartilhados
Diabetes, tabagismo, obesidade e sedentarismo são fatores de risco tanto para doenças cardiovasculares quanto para doença periodontal. Isso significa que quem já tem predisposição a um problema precisa redobrar a atenção com o outro.
Pessoas com diabetes, por exemplo, têm resposta imunológica alterada e cicatrização mais lenta, o que torna a gengiva mais vulnerável à infecção. Ao mesmo tempo, a periodontite não controlada dificulta o controle glicêmico — uma relação bidirecional.
O que fazer na prática
Escovar os dentes pelo menos duas vezes ao dia com escova de cerdas macias, usar fio dental diariamente e visitar o dentista a cada seis meses são medidas simples com impacto direto na saúde geral.
Para quem já tem histórico de doenças cardíacas, hipertensão ou diabetes, a consulta odontológica preventiva deixa de ser opcional e passa a ser parte do acompanhamento clínico. Na Clínica Leveze, no Barreiro, a Dra. Thais Mattos realiza avaliações que consideram o histórico de saúde completo do paciente.
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