Odontologia

Sorriso gengival: causas e opções de tratamento

Revisado por Dra. Thais Mattos, Cirurgiã-Dentista — Clínica Leveze · Atualizado em 16/06/2026
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Sorriso gengival é quando mais de 3-4 mm de gengiva fica exposta ao sorrir. Pode ter causas dentárias, gengivais, ósseas ou musculares. O tratamento é personalizado conforme a origem do problema.

O que é o sorriso gengival

Tecnicamente chamado de exposição gengival excessiva, o sorriso gengival ocorre quando o lábio superior sobe o suficiente para expor mais de 3-4 mm de gengiva ao sorrir. É considerado esteticamente indesejável por muitos pacientes, embora seja uma característica individual sem implicação para a saúde.

Não é uma doença. É uma variação anatômica que pode ter diferentes origens — dentárias, gengivais, ósseas ou musculares — e o tratamento depende exatamente de qual causa está predominando.

Afeta igualmente homens e mulheres, mas é percebido com mais frequência como preocupação estética por mulheres. Consultas motivadas por sorriso gengival são comuns em clínicas com foco em estética dental.

Causas do sorriso gengival

Erupção passiva alterada: os dentes irrompem normalmente, mas a gengiva não recua na medida certa — ela permanece cobrindo parte da coroa dental, fazendo os dentes parecerem curtos e a gengiva excessiva. É uma das causas mais comuns e responde muito bem ao tratamento cirúrgico.

Hiperatividade do lábio superior: o músculo elevador do lábio (levator labii superioris alaeque nasi) tem amplitude de movimento acima da média, elevando o lábio excessivamente ao sorrir. Nesse caso, a anatomia dentária e gengival pode ser normal.

Excesso vertical de maxila: o osso maxilar tem crescimento excessivo para baixo, posicionando a gengiva mais abaixo do lábio superior. Essa causa é corrigida cirurgicamente por cirurgião buco-maxilo-facial. Dentes curtos por desgaste dental também podem criar a percepção visual de sorriso gengival.

Diagnóstico correto é fundamental

Antes de qualquer tratamento, o dentista avalia: a altura das coroas dentárias (se são curtas ou normais), a posição da linha gengival em relação ao osso, a mobilidade do lábio superior ao sorrir e a relação entre maxila e mandíbula.

Esse diagnóstico diferencial é essencial para não indicar o tratamento errado. Tratar cirurgicamente a gengiva quando a causa é muscular, por exemplo, não vai resolver o problema.

Fotografias e, em alguns casos, planejamento digital do sorriso ajudam tanto no diagnóstico quanto na visualização do resultado esperado para o paciente.

Opções de tratamento

Gengivoplastia e cirurgia de reposicionamento de coroa (crown lengthening): indicada para casos de erupção passiva alterada. O dentista ou periodontista remove o excesso gengival e, quando necessário, o osso subjacente, alongando visualmente os dentes. É um dos procedimentos com melhor relação custo-benefício para esse tipo de sorriso gengival.

Toxina botulínica (botox): aplicada nos músculos elevadores do lábio, reduz a amplitude de abertura labial ao sorrir. O resultado dura de quatro a seis meses e o procedimento pode ser repetido. É a opção indicada quando a causa é a hiperatividade muscular.

Cirurgia ortognática (osteotomia Le Fort I): para casos em que a causa é o excesso vertical de maxila. É um procedimento mais complexo, realizado em hospital, com resultado definitivo.

Expectativas e resultado

Os resultados de gengivoplastia bem planejada são muito previsíveis e satisfatórios. A recuperação é rápida — a maioria dos pacientes retorna às atividades em poucos dias.

A toxina botulínica tem resultado imediato (manifesta em três a sete dias) e reversível. Para quem quer testar o efeito antes de optar por procedimento mais definitivo, pode ser uma primeira etapa.

Em qualquer tratamento de estética do sorriso, o planejamento conjunto do dentista com o paciente — com alinhamento claro das expectativas — é tão importante quanto a técnica utilizada.

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Dúvidas comuns

Perguntas Frequentes

Sorriso gengival tem cura?
Dependendo da causa, tem tratamento definitivo — como gengivoplastia ou cirurgia ortognática. A toxina botulínica é uma opção eficaz mas temporária.
Sorriso gengival é genético?
Pode ter componente genético. Excesso de maxila e características musculares têm influência hereditária. Hábitos de respiração bucal na infância também podem influenciar o crescimento maxilar.
Aparelho ortodôntico resolve sorriso gengival?
Raramente por si só. O ortodôntico pode corrigir posição dos dentes, mas não altera a altura da gengiva ou o comportamento muscular. Pode ser parte de um plano de tratamento combinado.
Qual dentista trata sorriso gengival?
O dentista clínico com treinamento em estética, o periodontista (para a parte gengival) e, em casos de excesso maxilar, o cirurgião buco-maxilo-facial.
O procedimento dói?
A gengivoplastia é feita sob anestesia local — sem dor durante. O pós-operatório é leve. A aplicação de botox causa apenas o desconforto da agulha.
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