Sorriso gengival: causas e opções de tratamento
Sorriso gengival é quando mais de 3-4 mm de gengiva fica exposta ao sorrir. Pode ter causas dentárias, gengivais, ósseas ou musculares. O tratamento é personalizado conforme a origem do problema.
O que é o sorriso gengival
Tecnicamente chamado de exposição gengival excessiva, o sorriso gengival ocorre quando o lábio superior sobe o suficiente para expor mais de 3-4 mm de gengiva ao sorrir. É considerado esteticamente indesejável por muitos pacientes, embora seja uma característica individual sem implicação para a saúde.
Não é uma doença. É uma variação anatômica que pode ter diferentes origens — dentárias, gengivais, ósseas ou musculares — e o tratamento depende exatamente de qual causa está predominando.
Afeta igualmente homens e mulheres, mas é percebido com mais frequência como preocupação estética por mulheres. Consultas motivadas por sorriso gengival são comuns em clínicas com foco em estética dental.
Causas do sorriso gengival
Erupção passiva alterada: os dentes irrompem normalmente, mas a gengiva não recua na medida certa — ela permanece cobrindo parte da coroa dental, fazendo os dentes parecerem curtos e a gengiva excessiva. É uma das causas mais comuns e responde muito bem ao tratamento cirúrgico.
Hiperatividade do lábio superior: o músculo elevador do lábio (levator labii superioris alaeque nasi) tem amplitude de movimento acima da média, elevando o lábio excessivamente ao sorrir. Nesse caso, a anatomia dentária e gengival pode ser normal.
Excesso vertical de maxila: o osso maxilar tem crescimento excessivo para baixo, posicionando a gengiva mais abaixo do lábio superior. Essa causa é corrigida cirurgicamente por cirurgião buco-maxilo-facial. Dentes curtos por desgaste dental também podem criar a percepção visual de sorriso gengival.
Diagnóstico correto é fundamental
Antes de qualquer tratamento, o dentista avalia: a altura das coroas dentárias (se são curtas ou normais), a posição da linha gengival em relação ao osso, a mobilidade do lábio superior ao sorrir e a relação entre maxila e mandíbula.
Esse diagnóstico diferencial é essencial para não indicar o tratamento errado. Tratar cirurgicamente a gengiva quando a causa é muscular, por exemplo, não vai resolver o problema.
Fotografias e, em alguns casos, planejamento digital do sorriso ajudam tanto no diagnóstico quanto na visualização do resultado esperado para o paciente.
Opções de tratamento
Gengivoplastia e cirurgia de reposicionamento de coroa (crown lengthening): indicada para casos de erupção passiva alterada. O dentista ou periodontista remove o excesso gengival e, quando necessário, o osso subjacente, alongando visualmente os dentes. É um dos procedimentos com melhor relação custo-benefício para esse tipo de sorriso gengival.
Toxina botulínica (botox): aplicada nos músculos elevadores do lábio, reduz a amplitude de abertura labial ao sorrir. O resultado dura de quatro a seis meses e o procedimento pode ser repetido. É a opção indicada quando a causa é a hiperatividade muscular.
Cirurgia ortognática (osteotomia Le Fort I): para casos em que a causa é o excesso vertical de maxila. É um procedimento mais complexo, realizado em hospital, com resultado definitivo.
Expectativas e resultado
Os resultados de gengivoplastia bem planejada são muito previsíveis e satisfatórios. A recuperação é rápida — a maioria dos pacientes retorna às atividades em poucos dias.
A toxina botulínica tem resultado imediato (manifesta em três a sete dias) e reversível. Para quem quer testar o efeito antes de optar por procedimento mais definitivo, pode ser uma primeira etapa.
Em qualquer tratamento de estética do sorriso, o planejamento conjunto do dentista com o paciente — com alinhamento claro das expectativas — é tão importante quanto a técnica utilizada.
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