Pé diabético: cuidados diários e por que a podologia é parte essencial do tratamento
Diabetes afeta a circulação e os nervos dos pés, fazendo com que pequenas feridas não doam e não cicatrizem bem. O resultado pode ser úlceras graves e, em casos extremos, amputação. Cuidados diários com os pés e acompanhamento com podólogo são partes fundamentais do controle da doença.
Por que o diabetes afeta os pés de forma tão grave
O diabetes mal controlado danifica progressivamente os nervos periféricos (neuropatia diabética) e os vasos sanguíneos (angiopatia). Nos pés, isso significa dois problemas sérios: perda de sensibilidade (o paciente não sente dor, calor nem pressão anormal) e circulação reduzida (as feridas cicatrizam mal).
A combinação faz com que um simples calosidade, bolha ou corte pequeno evolua para úlcera profunda sem que o paciente perceba — porque não há dor para alertá-lo. Estimativas da OMS indicam que o diabetes é responsável pela maioria das amputações de membros inferiores não traumáticas no mundo.
Inspeção diária dos pés: o hábito que salva pernas
Todo diabético deve inspecionar os próprios pés diariamente, preferencialmente sob boa iluminação. Procure por: cortes, bolhas, vermelhidão, inchaço, feridas (mesmo pequenas), mudança de cor (palidez ou cianose) e unhas com alteração.
Se não conseguir ver bem a planta do pé, use um espelho ou peça ajuda a um familiar. Qualquer achado suspeito deve ser comunicado ao podólogo ou médico no mesmo dia — não espere a próxima consulta programada.
Seque bem entre os dedos após o banho; umidade residual é porta de entrada para fungo.
Cuidados diários obrigatórios para diabéticos
Lavar os pés com água morna (testar a temperatura com o cotovelo ou termômetro — o pé com neuropatia não percebe água quente demais) e sabão neutro.
Secar com cuidado entre os dedos.
Hidratar os pés (exceto entre os dedos) com creme de ureia.
Usar meias sem costuras internas que possam fazer pressão, preferencialmente de algodão ou fio antifricção.
Usar calçado fechado, amplo e macio — nunca andar descalço, nem em casa.
Não cortar calosidades em casa com gilete, alicate sem esterilização ou qualquer instrumento cortante sem ser o próprio calçado correto e o podólogo.
O que o podólogo faz no acompanhamento do pé diabético
O podólogo especializado em pé diabético realiza avaliação de sensibilidade (com monofilamento de Semmes-Weinstein), circulação (pulso dorsal do pé), integridade da pele e das unhas.
Trata as calosidades (que em diabéticos exercem pressão anormal e viram úlceras), corta as unhas com técnica segura, trata infecções fúngicas precocemente e orienta sobre calçado terapêutico.
Em caso de ferida ou úlcera já instalada, o podólogo realiza desbridamento e curativos dentro de seu escopo, em coordenação com o médico responsável pelo controle glicêmico do paciente.
A frequência de consultas para diabéticos é em geral mensal — mesmo sem queixas ativas.
Sinais de alerta: quando ir ao médico ou à emergência
Procure atendimento médico urgente se notar: ferida que não cicatriza em 24 a 48 horas, vermelhidão que se expande ao redor de uma ferida, calor intenso, pus, febre, dedo ou pé com coloração azulada ou preta, ou perda súbita de sensibilidade.
Esses são sinais de infecção grave ou isquemia (falta de circulação) que podem exigir internação e tratamento de emergência.
Pé diabético na Clínica Leveze, no Barreiro
A Clínica Leveze, em Milionários (Barreiro, BH), oferece acompanhamento podológico especializado para pacientes diabéticos. A Dra. Eliana Mattos realiza avaliação completa, tratamento preventivo e orientação de autocuidado.
Com nota 5,0 no Google e atendimento de segunda a sábado, das 8h às 17h, a Leveze é referência no cuidado com o pé diabético na região do Barreiro.
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