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Diabetes, boca e pés: por que esses cuidados são urgentes para diabéticos

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Revisado por Dra. Eliana Mattos, Podóloga Especialista — Clínica Leveze · Atualizado em 16/06/2026
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Diabetes compromete a imunidade, a circulação e a cicatrização — afetando especialmente a boca e os pés. Periodontite dificulta o controle glicêmico, e feridas nos pés que não cicatrizam podem evoluir para amputação. Acompanhamento regular com dentista e podólogo faz parte do controle do diabetes.

Por que diabéticos são mais vulneráveis

A hiperglicemia crônica — níveis persistentemente elevados de glicose no sangue — danifica vasos sanguíneos e nervos ao longo do tempo. Nos pequenos vasos (microangiopatia), compromete a nutrição de tecidos periféricos como gengiva, retina e rins. Na neuropatia diabética, os nervos perdem a capacidade de transmitir sinais, incluindo dor — o que é especialmente perigoso nos pés.

A resposta imunológica também fica comprometida: leucócitos têm menor capacidade de combater infecções, e feridas cicatrizam mais lentamente. O resultado é que infecções que seriam banais em não diabéticos podem progredir rapidamente e causar complicações sérias.

Diabetes e saúde bucal: uma relação bidirecional

Diabéticos têm duas a três vezes mais risco de desenvolver periodontite do que não diabéticos. Mas a relação é bidirecional: a inflamação periodontal crônica libera citocinas inflamatórias que aumentam a resistência à insulina e dificultam o controle glicêmico. Tratar a periodontite melhora os marcadores glicêmicos — algo comprovado em estudos clínicos.

Outros problemas bucais comuns em diabéticos incluem boca seca (xerostomia, que aumenta o risco de cárie), candidíase oral (infecção por fungo favorecida pela glicose na saliva) e cicatrização lenta após extrações e cirurgias. A consulta odontológica frequente — a cada quatro a seis meses — é parte essencial do manejo do diabetes.

O pé diabético: riscos e prevenção

A neuropatia periférica reduz ou elimina a sensação de dor nos pés. Um paciente diabético pode pisar em algo, desenvolver uma bolha ou ter um calo que se transforma em ferida sem sentir nada. A má circulação dificulta a chegada de oxigênio e nutrientes ao local, impedindo a cicatrização.

Úlceras no pé diabético que não são tratadas adequadamente podem se infectar profundamente, evoluindo para osteomielite (infecção do osso) e, em casos graves, para amputação. O Brasil registra dezenas de amputações por diabetes a cada dia — a maioria evitável com cuidados preventivos adequados.

Como a podologia ajuda no controle do pé diabético

O podólogo avalia a sensibilidade, a circulação e a integridade da pele dos pés, identifica calosidades, micoses, unhas encravadas e outras alterações que o paciente pode não perceber por causa da neuropatia. A remoção profissional de calos e o tratamento de unhas são realizados com técnica e instrumental adequados, reduzindo o risco de feridas.

Orientações sobre calçados corretos, meias sem costuras, inspeção diária dos pés e hidratação da pele são parte do acompanhamento podológico para diabéticos. Na Clínica Leveze, a Dra. Eliana Mattos atende pacientes com diabetes e oferece avaliação especializada do pé diabético, no Barreiro, em Belo Horizonte.

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Dúvidas comuns

Perguntas Frequentes

Diabético pode cortar as unhas em casa?
Pode, desde que tenha boa visão, não tenha neuropatia e use técnica correta (corte reto, sem arredondar as bordas laterais). Porém, em casos de neuropatia, má circulação, unhas espessas ou dificuldade de visualização, o corte deve ser feito pelo podólogo.
Com que frequência diabético deve ir ao podólogo?
A frequência depende do grau de risco. Pacientes sem neuropatia e com boa circulação podem ir a cada três a seis meses. Com neuropatia ou histórico de úlceras, a consulta deve ser mensal ou conforme orientação do médico assistente.
Qual tipo de calçado diabético deve usar?
Calçados fechados, com biqueira larga, sem costuras internas que rocem, solado firme e material respirável. Evitar sandálias abertas, sapatos muito apertados e andar descalço — mesmo dentro de casa. O tamanho deve ser medido ao final do dia, quando o pé está ligeiramente mais inchado.
Periodontite realmente piora o diabetes?
Sim, há evidências científicas. A inflamação periodontal crônica aumenta a resistência à insulina e eleva a hemoglobina glicada (HbA1c). Tratar a periodontite com raspagem e alisamento radicular reduz a HbA1c em média 0,4%, resultado comparável ao de alguns medicamentos antidiabéticos.
Diabético pode fazer procedimentos estéticos nos pés?
Depende do grau de controle do diabetes e da ausência de complicações como neuropatia e vasculopatia. Procedimentos de baixo risco, como esmaltação e peeling superficial, podem ser realizados. Procedimentos mais invasivos requerem avaliação prévia e cuidado redobrado.
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