Diabetes, boca e pés: por que esses cuidados são urgentes para diabéticos
Diabetes compromete a imunidade, a circulação e a cicatrização — afetando especialmente a boca e os pés. Periodontite dificulta o controle glicêmico, e feridas nos pés que não cicatrizam podem evoluir para amputação. Acompanhamento regular com dentista e podólogo faz parte do controle do diabetes.
Por que diabéticos são mais vulneráveis
A hiperglicemia crônica — níveis persistentemente elevados de glicose no sangue — danifica vasos sanguíneos e nervos ao longo do tempo. Nos pequenos vasos (microangiopatia), compromete a nutrição de tecidos periféricos como gengiva, retina e rins. Na neuropatia diabética, os nervos perdem a capacidade de transmitir sinais, incluindo dor — o que é especialmente perigoso nos pés.
A resposta imunológica também fica comprometida: leucócitos têm menor capacidade de combater infecções, e feridas cicatrizam mais lentamente. O resultado é que infecções que seriam banais em não diabéticos podem progredir rapidamente e causar complicações sérias.
Diabetes e saúde bucal: uma relação bidirecional
Diabéticos têm duas a três vezes mais risco de desenvolver periodontite do que não diabéticos. Mas a relação é bidirecional: a inflamação periodontal crônica libera citocinas inflamatórias que aumentam a resistência à insulina e dificultam o controle glicêmico. Tratar a periodontite melhora os marcadores glicêmicos — algo comprovado em estudos clínicos.
Outros problemas bucais comuns em diabéticos incluem boca seca (xerostomia, que aumenta o risco de cárie), candidíase oral (infecção por fungo favorecida pela glicose na saliva) e cicatrização lenta após extrações e cirurgias. A consulta odontológica frequente — a cada quatro a seis meses — é parte essencial do manejo do diabetes.
O pé diabético: riscos e prevenção
A neuropatia periférica reduz ou elimina a sensação de dor nos pés. Um paciente diabético pode pisar em algo, desenvolver uma bolha ou ter um calo que se transforma em ferida sem sentir nada. A má circulação dificulta a chegada de oxigênio e nutrientes ao local, impedindo a cicatrização.
Úlceras no pé diabético que não são tratadas adequadamente podem se infectar profundamente, evoluindo para osteomielite (infecção do osso) e, em casos graves, para amputação. O Brasil registra dezenas de amputações por diabetes a cada dia — a maioria evitável com cuidados preventivos adequados.
Como a podologia ajuda no controle do pé diabético
O podólogo avalia a sensibilidade, a circulação e a integridade da pele dos pés, identifica calosidades, micoses, unhas encravadas e outras alterações que o paciente pode não perceber por causa da neuropatia. A remoção profissional de calos e o tratamento de unhas são realizados com técnica e instrumental adequados, reduzindo o risco de feridas.
Orientações sobre calçados corretos, meias sem costuras, inspeção diária dos pés e hidratação da pele são parte do acompanhamento podológico para diabéticos. Na Clínica Leveze, a Dra. Eliana Mattos atende pacientes com diabetes e oferece avaliação especializada do pé diabético, no Barreiro, em Belo Horizonte.
Precisa de podologia na região do Barreiro?
A Clínica Leveze fica em Milionários, Belo Horizonte. Nota 5,0 no Google, atendimento de segunda a sábado.
Agendar pelo WhatsApp