Podologia

Micose na sola do pé: o que é, sintomas e quando tratar

Revisado por Dra. Eliana Mattos, Podóloga Especialista — Clínica Leveze · Atualizado em 16/06/2026
Resposta rápida

Micose na sola do pé é uma infecção fúngica superficial que provoca descamação, coceira e pele esbranquiçada ou avermelhada. O tratamento exige antifúngico adequado e, muitas vezes, avaliação profissional — especialmente em diabéticos, onde a infecção pode evoluir com rapidez.

O que é micose na sola do pé

A micose na sola do pé é uma infecção causada por fungos dermatófitos, principalmente do gênero Trichophyton. Esses fungos se alimentam de queratina, a proteína que forma a camada externa da pele, e se multiplicam com facilidade em ambientes úmidos e quentes.

A forma que acomete a sola é chamada clinicamente de tinea pedis do tipo mocassim, pois cobre a planta, os calcanhares e as bordas laterais do pé, como se fosse um mocassim. É menos pruriginosa que a forma interdigital, mas tende a ser mais resistente ao tratamento.

Sintomas principais

Os sinais mais comuns incluem: descamação fina e esbranquiçada na planta e nos calcanhares; pele avermelhada ou com tom acinzentado; coceira moderada, que pode ser intensa após o uso prolongado de calçado fechado; e ressecamento excessivo que não melhora com hidratante comum.

Em alguns casos, a infecção se estende para as unhas, causando onicomicose, o que torna o tratamento mais longo e específico. Nos diabéticos, qualquer infecção fúngica merece atenção imediata, pois a resposta imunológica é reduzida e o risco de complicações é maior.

Causas e fatores de risco

Usar calçados fechados por muitas horas, frequentar piscinas e vestiários sem proteção nos pés, compartilhar toalhas ou calçados e ter os pés úmidos por longos períodos são os principais fatores que favorecem a infecção.

Pessoas com imunidade reduzida, idosos e diabéticos têm maior risco de desenvolver micose e de apresentar formas mais extensas ou de difícil controle.

Tratamento e cuidados

O tratamento da micose na sola envolve antifúngicos tópicos, como cremes à base de terbinafina ou clotrimazol, aplicados diariamente por período variável conforme a extensão da infecção. Casos mais resistentes podem exigir antifúngico oral, sempre com indicação médica.

Além do medicamento, é fundamental manter os pés secos, trocar as meias diariamente, preferir calçados arejados e não andar descalço em superfícies coletivas.

Quando procurar uma podóloga

Procure avaliação profissional se a descamação não melhorar após duas semanas de uso de antifúngico, se surgirem fissuras ou feridas na pele, se as unhas começarem a apresentar alterações de cor ou espessura, ou se você for diabético.

Na Clínica Leveze, no bairro Milionários (regional Barreiro, BH), a Dra. Eliana Mattos avalia o quadro clínico, identifica a extensão da infecção e orienta o tratamento mais adequado para cada caso.

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A Clínica Leveze fica em Milionários, Belo Horizonte. Nota 5,0 no Google, atendimento de segunda a sábado.

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Dúvidas comuns

Perguntas Frequentes

Micose na sola do pé passa sozinha?
Raramente. Sem antifúngico específico, a infecção tende a persistir e pode se alastrar para outras regiões ou para as unhas. O tratamento precoce é mais eficaz e mais curto.
Hidratante comum resolve a descamação da micose?
Não. Hidratante melhora o ressecamento temporariamente, mas não elimina o fungo. O uso isolado de hidratante pode até criar ambiente favorável à proliferação fúngica se o produto retiver umidade.
Diabético pode usar antifúngico tópico por conta própria?
O ideal é sempre ter avaliação profissional antes. Em diabéticos, a progressão pode ser rápida e silenciosa; a automedicação pode mascarar sinais de infecção bacteriana secundária.
Quanto tempo dura o tratamento?
Para a forma que acomete a sola, o tratamento tópico costuma durar de quatro a seis semanas. Se houver envolvimento das unhas, pode ser necessário tratamento por vários meses.
A micose volta depois do tratamento?
Sim, se os fatores de risco não forem controlados. Manter os pés secos, usar meias de algodão e evitar calçados fechados por períodos muito longos reduz significativamente as recidivas.
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