Órtese de unha ou cirurgia na unha encravada: como decidir
Na maioria dos casos de unha encravada, vale começar pelo tratamento conservador da podologia — alívio do espículo, técnica de corte e, quando indicado, a órtese de unha, que corrige a curvatura sem cortar. Esse caminho costuma resolver e é o primeiro a ser tentado por ser menos invasivo. A cirurgia (como a cantoplastia) entra quando o encrave é recorrente, infecciona com frequência ou a deformidade da unha é acentuada e o conservador já não dá conta. Não dá pra decidir por foto: a conduta certa sai da avaliação, que olha a unha, o histórico de recidiva e a saúde do pé. A órtese é trabalho de podóloga; o procedimento cirúrgico é ato médico.
Por que a unha encrava e por que volta
A unha encravada acontece quando a borda da lâmina ungueal cresce em direção à pele e a machuca, causando dor, vermelhidão e, às vezes, inflamação e secreção. As causas mais comuns são corte errado (arredondando os cantos), unha muito curvada, calçado apertado, traumas e tendência individual.
O ponto que mais incomoda quem sofre com isso é a recidiva: trata, melhora e, semanas depois, encrava de novo. Isso geralmente acontece quando se trata só o sintoma (o espículo que está machucando) e não a causa — a curvatura da unha ou o hábito de corte que a leva a encravar.
Entender esse ciclo é o que separa as duas estratégias. O tratamento conservador e a órtese atacam a curvatura e o hábito; a cirurgia mexe na estrutura da unha de forma mais definitiva. Qual faz sentido depende de quantas vezes a sua unha já encravou e do estado dela hoje.
O caminho conservador: tratamento da podóloga e órtese de unha
No consultório de podologia, o primeiro passo costuma ser aliviar o que está machucando: remover com técnica o espículo que fura a pele, limpar a região e orientar o corte correto. Só isso já tira a dor na maioria dos casos e evita que o quadro piore.
Quando a unha é muito curvada ou encrava com frequência, entra a órtese de unha: uma peça (fio, placa ou similar) aplicada sobre a própria unha pra corrigir a curvatura aos poucos, levantando as bordas e ensinando a unha a crescer reta. É um método indolor, sem corte, que trabalha a causa e não só o sintoma.
A vantagem do conservador é justamente não ser invasivo: não tem cirurgia, não tem afastamento, dá pra seguir a vida normalmente. A contrapartida é que pede acompanhamento e paciência — a correção é gradual e a órtese é trocada/ajustada ao longo das sessões. Por ser menos agressivo, é o caminho que se tenta primeiro.
Quando a cirurgia é indicada
A cirurgia de unha encravada — a cantoplastia é a mais conhecida — entra quando o conservador não resolve de forma duradoura. Casos típicos: encrave que volta sempre na mesma borda, infecções de repetição, presença de tecido inflamado crônico (granuloma) ou uma deformidade acentuada da unha que dificilmente se corrige só com órtese.
Diferente da órtese, o procedimento cirúrgico atua de forma mais definitiva, removendo ou tratando a porção da unha responsável pelo encrave. Por ser um ato médico, é conduzido por profissional habilitado, com técnica adequada e cuidado pós-procedimento. A podóloga participa do diagnóstico e do encaminhamento, e cuida muito do que vem antes e depois.
Importante ser honesto: cirurgia não é 'melhor' por padrão. Ela é mais resolutiva nos casos certos, mas é invasiva, tem recuperação e nem sempre é necessária. Indicar cirurgia pra um encrave simples que responderia à órtese é exagero — assim como insistir só em órtese num caso que claramente já passou do ponto.
Como decidir no seu caso
A pergunta-chave é: quantas vezes essa unha já encravou e em que estado ela está agora? Primeiro episódio, sem infecção importante e com unha de curvatura tratável tendem a responder muito bem ao conservador e à órtese. Encrave crônico, que infecciona, dói e volta apesar do tratamento certo, é candidato a avaliação cirúrgica.
Atenção redobrada pra quem tem diabetes, problema de circulação ou sensibilidade reduzida nos pés: nesses casos, qualquer ferida ou procedimento exige cuidado extra, e a conduta precisa ser ainda mais individualizada. Não é cenário pra automedicação nem pra tentar resolver em casa.
Na prática, a melhor decisão sai da avaliação presencial, que examina a unha, ouve o histórico de recidiva e considera a saúde do pé. Sobre valor, não dá pra cravar: depende se o caso é conservador ou cirúrgico e de quantas sessões serão necessárias — isso a gente passa na avaliação.
Onde tratar unha encravada no Barreiro, em BH
Na Clínica Leveze, a podologia é conduzida pela Dra. Eliana Mattos, podóloga especialista. A clínica fica na Av. Olinto Meireles, 1574, Sala 609, bairro Milionários, regional Barreiro de Belo Horizonte, e atende de segunda a sábado, das 08h às 17h.
A avaliação define se o seu caso resolve com tratamento conservador e órtese de unha ou se é hora de considerar a via cirúrgica — e, quando for o caso, faz o encaminhamento adequado. Pra quem tem dificuldade de locomoção, a podologia da Leveze também oferece atendimento domiciliar.
Pra agendar com a Dra. Eliana, chame no WhatsApp da podologia (31) 97501-3395. Se a sua unha vive encravando, vale avaliar logo — quanto mais cedo, menor a chance de virar caso cirúrgico.
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A Clínica Leveze fica em Milionários, Belo Horizonte. Nota 5,0 no Google, atendimento de segunda a sábado.
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