Pé de atleta: como evitar o contágio
O pé de atleta (tinha pedis) é a micose superficial mais comum nos pés. Afeta principalmente os espaços entre os dedos, causando coceira intensa, descamação e odor. É altamente contagiosa em ambientes úmidos compartilhados — piscinas, academias, vestiários. A prevenção é simples, mas o tratamento exige constância.
O que é o pé de atleta e como se pega
A tinha pedis é causada por fungos dermatófitos — os mesmos que causam a micose das unhas e a frieira. Esses fungos sobrevivem em superfícies úmidas por horas e infectam a pele por contato direto.
Os locais de maior risco são: borda de piscinas, vestiários, chuveiros coletivos de academias, spas e saunas. Caminhar descalço nessas superfícies por poucos minutos já é suficiente para o contágio.
A pele entre os dedos dos pés é o ambiente ideal para o fungo proliferar: quente, úmida e pouco ventilada. Por isso o espaço entre o quarto e o quinto dedos é o mais afetado.
Como prevenir o pé de atleta
Use sempre chinelos em vestiários, chuveiros de academia, bordas de piscina e qualquer banheiro coletivo. Nunca ande descalço nesses ambientes — essa é a medida mais eficaz.
Seque bem os pés após o banho, dando atenção especial aos espaços entre todos os dedos. A umidade residual é o principal facilitador do crescimento fúngico.
Use meias de algodão e troque-as diariamente. Em atividades físicas intensas, prefira meias com tecnologia dry-fit que afaste a umidade da pele.
Não compartilhe toalhas, meias, sapatos ou chinelos — esses objetos podem carregar o fungo de uma pessoa para outra.
Se houver tendência recorrente à micose, o uso preventivo de pó antifúngico nos pés e dentro dos calçados pode ser indicado pela podóloga.
Sintomas do pé de atleta: o que observar
Coceira entre os dedos, especialmente após retirar o sapato ou o tênis.
Descamação e pele esbranquiçada ou macerada entre os dedos — a pele fica 'encharcada' mesmo sem estar úmida.
Odor forte e desagradável, diferente do suor comum.
Em casos mais avançados, bolhas pequenas na sola e nas laterais do pé (forma dishidrótica), rachadura e sangramento nos espaços entre os dedos.
Tratamento: o que funciona e o que não funciona
O tratamento correto é antifúngico tópico (creme, gel ou solução), aplicado conforme a prescrição. O erro mais comum é interromper o tratamento quando a coceira melhora — o fungo ainda está presente e volta em semanas.
O tratamento mínimo é de 2 a 4 semanas de aplicação regular, mesmo após o desaparecimento dos sintomas. Em casos mais resistentes, o dermatologista pode indicar antifúngico oral.
Remédios caseiros (vinagre, bicarbonato, álcool) não tratam micose. Podem aliviar a coceira temporariamente, mas não eliminam o fungo — e alguns podem irritar a pele, dificultando o tratamento posterior.
A podóloga avalia a extensão da infecção, orienta o tratamento mais adequado para o tipo de micose e monitora a resposta. Em casos com envolvimento das unhas (onicomicose), o tratamento é mais longo e diferente.
Cuidados extras durante o tratamento
Lave os calçados ou use spray antifúngico dentro deles — o fungo sobrevive na meia e no interior do sapato e pode reinfectar mesmo após o tratamento.
Descarte meias antigas usadas durante a infecção ou ferva-as antes de reutilizar.
Evite andar descalço em casa durante o tratamento para não contaminar pisos e tapetes. Outros membros da família devem redobrar o cuidado ao usar os mesmos banheiros.
Na Clínica Leveze, a Dra. Eliana Mattos avalia micoses nos pés e nas unhas com diagnóstico diferenciado, orientando o tratamento correto para cada apresentação clínica.
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