Pés de quem fica muito em pé no trabalho
Caixas de supermercado, enfermeiras, professoras, cozinheiras e vendedoras passam horas em pé sobre piso duro. Ao fim do dia, os pés incham, a sola doi e a fadiga acumula. Com os cuidados certos — calçado adequado, alongamento e acompanhamento com podóloga — é possível reduzir muito esse desgaste.
O que acontece nos pés de quem fica em pé por horas
Ficar estático em pé é mais prejudicial do que caminhar, porque sem o movimento dos músculos da panturrilha a circulação venosa retorna com mais dificuldade. O resultado é o edema no fim do dia — os pés e tornozelos ficam visivelmente mais grossos.
A pressão constante sobre o calcanhar e a sola ativa a fáscia plantar de forma repetitiva, favorecendo a fasciite plantar — inflamação que causa dor aguda nos primeiros passos da manhã e após longos períodos sentado.
O atrito contínuo do calçado sobre o pé produz calosidades nas regiões de maior contato: calcanhar, lateral do quinto dedo e sola sob os metatarsos.
Calçado certo: a principal decisão de quem trabalha em pé
O calçado de trabalho deve ter solado com amortecimento (EVA ou borracha com câmara de ar), suporte lateral para evitar a pronação do tornozelo e espaço suficiente para os dedos.
Evite calçados completamente planos (como sapatilhas rasas de borracha) em jornadas longas — eles não distribuem a pressão adequadamente e sobrecarregam o calcanhar.
Meias de algodão com reforço na sola e ajuste moderado na canela melhoram a absorção de impacto e reduzem o atrito. Para quem tem tendência a varizes, meias de compressão leve (com orientação médica) ajudam a manter o retorno venoso.
Hábitos que fazem diferença ao final do dia
Se possível, movimente os pés durante o expediente: flexione os dedos, faça movimentos circulares com o tornozelo, alternar o apoio entre os pés reduz o tempo de sobrecarga em cada região.
Ao chegar em casa, elevar os pés por 15 a 20 minutos acelera a drenagem do edema. Um banho morno nos pés alivia a fadiga muscular.
Alongamento da panturrilha e da fáscia plantar antes e após o trabalho reduz a tensão acumulada e diminui o risco de fasciite.
Quando a podóloga entra no cuidado
Calosidades progressivas, dor persistente na sola ou sinais de infecção (vermelhidão, pus, inchaço assimétrico) requerem avaliação profissional. Tratar calos espessos em casa aumenta o risco de ferimento.
Palmilhas personalizadas são uma ferramenta eficaz para quem trabalha em pé: redistribuem a pressão, protegem regiões sensíveis e reduzem a fadiga. A podóloga avalia a pisada e indica o tipo adequado.
Na Clínica Leveze, a Dra. Eliana Mattos atende trabalhadores com queixas relacionadas à sobrecarga postural, oferecendo tratamento para calos, fasciite e orientação sobre calçados.
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