Podóloga ou pedicure: qual é a diferença e quando você precisa de cada uma
Pedicure é um serviço estético: cuida da aparência das unhas e da pele dos pés. Podólogo é um profissional de saúde com formação técnica regulamentada: diagnostica e trata patologias dos pés. São serviços distintos — um não substitui o outro, mas confundi-los pode representar risco à saúde.
O que é pedicure e o que ela faz
Pedicure é um serviço estético focado na beleza das unhas e da pele dos pés: corte, limpeza, esmaltação, remoção superficial de calosidades e cuidado da cutícula.
Não é um serviço de saúde e não tem regulamentação específica de formação técnica em saúde. O nível de conhecimento e os cuidados de biossegurança variam muito entre profissionais.
A pedicure não está habilitada a diagnosticar nem tratar condições como onicomicose, onicocriptose, calosidades profundas com risco de ferida, pé diabético ou qualquer outra patologia podológica.
O que é podólogo e o que ele faz
Podólogo (ou podologista) é um profissional com formação técnica em Podologia, regulamentada no Brasil. Seu campo de atuação inclui prevenção, avaliação e tratamento de condições dos pés.
Ele pode: tratar unhas encravadas, diagnosticar e manejar onicomicose, remover calosidades com instrumental específico, colocar órteses ungueais, realizar laserterapia e ozonioterapia, avaliar a sensibilidade e circulação dos pés, cuidar do pé diabético e realizar curativos e procedimentos dentro do seu escopo.
O trabalho do podólogo é clínico. Ele usa anamnese (histórico do paciente), avalia condições sistêmicas que afetam os pés (diabetes, circulação) e toma decisões terapêuticas.
Biossegurança: onde está o maior risco de confundir os dois
O instrumental podológico (alicates, curetas, fresas) deve ser esterilizado em autoclave entre pacientes. Esse equipamento custa caro e exige manutenção — muitos serviços de pedicure usam materiais descartáveis simples ou, pior, não esterilizam os instrumentos.
Instrumentos não esterilizados transmitem fungos, bactérias e — em casos extremos — vírus como HIV e hepatite B e C. O risco é real e documentado.
Ao procurar atendimento para os pés, especialmente se houver qualquer ferida, lesão de pele ou condição de saúde prévia, pergunte sobre o protocolo de esterilização dos instrumentos. O podólogo formado tem esse protocolo como parte obrigatória da profissão.
Quando a pedicure é suficiente
Para quem tem pés saudáveis, sem histórico de fungos, encravamento, calosidade intensa ou condição de saúde como diabetes, a pedicure estética atende bem o objetivo de manter a aparência das unhas.
Mesmo nesses casos, é prudente verificar os cuidados de biossegurança do local: instrumentos esterilizados ou descartáveis, pias limpas e profissional que não corta cutícula com tesoura suja.
Quando apenas o podólogo resolve
Qualquer condição que vá além da estética exige podólogo: unhas encravadas, fungos nas unhas, calosidades dolorosas ou profundas, fissuras que não fecham, pé diabético, idosos com unhas espessas, gestantes com queixa de dor ou alteração nas unhas.
Tentar resolver com pedicure o que precisa de podólogo atrasa o tratamento, aumenta o risco de infecção e, em diabéticos, pode ter consequências sérias.
Na Clínica Leveze, a Dra. Eliana Mattos atende pacientes que vinham resolvendo com pedicure problemas que eram clínicos — fungos tratados como questão estética, encravamentos removidos de forma incorreta, calosidades cortadas sem cuidado.
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A Clínica Leveze fica em Milionários, Belo Horizonte. Nota 5,0 no Google, atendimento de segunda a sábado.
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