Podologia

Terceira idade: saúde bucal e dos pés

Revisado por Dra. Eliana Mattos, Podóloga Especialista — Clínica Leveze · Atualizado em 16/06/2026
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Na terceira idade, a saúde bucal e dos pés tem impacto direto na qualidade de vida, mobilidade e autonomia. Os principais cuidados incluem: manter a higiene bucal rigorosa (inclusive com próteses), visitar o dentista regularmente, cuidar da hidratação dos pés, usar calçados adequados e fazer acompanhamento podológico para prevenir quedas e lesões.

Por que a terceira idade é uma fase crítica para a saúde bucal

Com o envelhecimento, a produção de saliva tende a diminuir — muitos medicamentos de uso contínuo têm boca seca como efeito colateral. A saliva é protetora: sem ela, o risco de cárie de raiz (que afeta a porção exposta da raiz dental) e de candidíase oral aumenta.

A retração gengival, comum em idosos, expõe a superfície radicular dos dentes, que é mais mole que o esmalte e se cária com mais facilidade. Isso exige fluoretação mais frequente e, em alguns casos, produtos específicos para proteção radicular.

Quem usa prótese removível precisa limpá-la com escova específica e deixá-la de molho em solução adequada todas as noites. A prótese suja acumula fungos e bactérias que causam estomatite protética — inflamação dolorosa no palato.

Implantes e próteses: o que muda no cuidado

Implantes osseointegrados funcionam de forma semelhante a dentes naturais e precisam de higiene diária rigorosa. A peri-implantite — inflamação ao redor do implante semelhante à periodontite — pode levar à perda do implante se não tratada.

Próteses totais e parciais precisam de ajuste periódico. Com o tempo, o osso da mandíbula e maxila se remodela, e a prótese que caía bem pode começar a ficar solta, causar feridas e dificultar a mastigação.

Consultas odontológicas regulares — mesmo para quem não tem dentes naturais — são necessárias para verificar a condição das próteses, examinar os tecidos moles e rastrear lesões que possam indicar câncer bucal.

Saúde dos pés na terceira idade: prevenção de quedas

Problemas nos pés são uma causa significativa de quedas em idosos — e quedas nessa faixa etária têm consequências graves, muitas vezes levando a fraturas de quadril e perda de autonomia.

Calosidades espessas alteram a sensação do chão, desequilibrando a marcha. Unhas espessadas por fungos ou distrofia dificultam o uso de calçados adequados. Dor plantar crônica leva o idoso a compensar a pisada e a cair.

O acompanhamento podológico regular — com tratamento de calosidades, unhas espessas e micoses — é uma medida direta de prevenção de quedas, com impacto real na qualidade de vida e independência.

Calçados e cuidados diários para os pés na terceira idade

Calçados adequados para idosos têm solado antiderrapante, bom suporte lateral, fechamento ajustável (velcro ou cadarço) e espaço suficiente para os dedos. Chinelos abertos sem fixação no calcanhar são um risco para quedas e devem ser evitados dentro de casa.

A hidratação diária dos pés com creme de ureia previne rachaduras e ressecamento excessivo. Muitos idosos têm dificuldade de alcançar os próprios pés — familiares ou cuidadores podem ajudar nessa rotina.

Examinar os pés diariamente — especialmente em diabéticos — é um hábito que pode prevenir complicações sérias. Qualquer alteração (corte, vermelhidão, bolha, área de pressão) deve ser comunicada ao podólogo.

Leveze: cuidado com respeito para a terceira idade

A Clínica Leveze, no Barreiro em BH, acolhe pacientes da terceira idade com atenção às necessidades específicas dessa fase. O atendimento da Dra. Thais Mattos (odontologia) e da Dra. Eliana Mattos (podologia) considera mobilidade, uso de medicamentos e condições de saúde associadas.

A clínica tem 5,0 no Google e mais de 330 avaliações de pacientes reais — muitos deles idosos que encontraram um lugar de confiança para cuidar da saúde no Barreiro.

Agendar uma avaliação completa para um familiar idoso pode ser o presente mais prático e mais necessário. WhatsApp, segunda a sábado das 8h às 17h.

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A Clínica Leveze fica em Milionários, Belo Horizonte. Nota 5,0 no Google, atendimento de segunda a sábado.

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Dúvidas comuns

Perguntas Frequentes

Idoso pode passar por procedimentos odontológicos como extração?
Sim, com as devidas precauções. A idade por si só não é contraindicação. O que importa é a condição clínica geral, os medicamentos em uso (especialmente anticoagulantes e bifosfonatos) e o controle de condições como hipertensão e diabetes. O dentista avalia caso a caso.
Minha mãe usa prótese total e nunca vai ao dentista. Precisa?
Sim. Mesmo sem dentes naturais, o dentista precisa verificar a adaptação da prótese, examinar a mucosa oral e identificar eventuais lesões. O câncer bucal é mais comum em idosos e tem bom prognóstico quando detectado cedo.
Unhas grossas em idosos são sempre fungo?
Não necessariamente. Onicodistrofia (espessamento sem infecção fúngica) é comum na terceira idade e pode ter várias causas — traumatismo repetido, má circulação, psoríase. Só o exame clínico ou de laboratório diferencia. O podólogo identifica e trata adequadamente.
Pé com calosidade dói sempre?
Não sempre, mas quando dói é sinal de que a calosidade está muito espessa ou em ponto de muita pressão. O tratamento podológico remove o excesso de forma segura e alivia a dor. Em idosos, calosidades espessas também alteram a marcha, mesmo sem dor.
Como ajudar um pai ou mãe idoso a manter a higiene bucal quando eles têm limitação de movimento?
Escovas elétricas são mais fáceis de usar para quem tem limitação manual. Porta-fio dental (flosser) substitui bem o fio convencional. Para quem não consegue nem isso, a ajuda de um familiar ou cuidador é fundamental. O dentista pode orientar a técnica adaptada para cada situação.
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