Unha encravada: quando tratar em casa e quando buscar um podólogo
Casos leves, sem infecção e sem dor intensa, permitem alguns cuidados em casa. Qualquer sinal de vermelhidão, inchaço, pus ou dor que piora ao caminhar exige avaliação com podólogo — tentar remover a unha em casa nessas condições aumenta o risco de infecção e pode transformar um problema simples em cirurgia.
Por que a unha encrava
A unha encravada acontece quando a lateral da lâmina ungueal cresce em direção à pele ao redor do dedo, causando pressão, dor e inflamação. O dedo indicador e o dedão do pé são os mais afetados.
Corte incorreto (arredondando as pontas em vez de deixar reto), sapatos com biqueira estreita, meias apertadas e predisposição genética à curvatura da unha são as causas mais comuns. Trauma no dedo — uma pancada ou queda de objeto — também pode alterar o crescimento da lâmina.
Unhas muito curtas nas laterais são o erro mais frequente. Quando a pele preenche o espaço deixado pelo corte, a unha que cresce encontra resistência e encrava.
O que você pode tentar em casa — e o que não pode
Se a unha está apenas levemente pressionando a pele, sem vermelhidão espalhada nem secreção, você pode amolecer o dedo em água morna com sal por 10 minutos e tentar afastar suavemente a pele da borda da unha com gaze. Não use alicate nem tesoura para 'soltar' a parte encravada.
Jamais corte em 'V' no centro da unha achando que isso vai aliviar a pressão — é mito e não funciona. Também não enfie palito, agulha nem pedaço de algodão embaixo da lâmina sem orientação profissional.
Use calçados abertos ou com biqueira larga enquanto o processo não resolve. Se em dois ou três dias não houver melhora, procure um podólogo.
Sinais de que não dá pra esperar
Vá ao podólogo — ou ao médico, se houver febre — quando perceber qualquer um destes sinais: pele vermelha além do dedo, pus ou líquido escuro saindo da lateral da unha, dor constante mesmo em repouso, tecido que cresceu ao redor da borda (granuloma), ou se você tem diabetes, doença vascular ou qualquer condição que comprometa a cicatrização.
Para diabéticos, a regra é simples: qualquer problema nos pés, por menor que pareça, precisa de avaliação profissional. A circulação e a sensibilidade reduzidas transformam feridas pequenas em complicações sérias.
Na Clínica Leveze, no Barreiro, BH, a Dra. Eliana Mattos atende casos de unha encravada com anestesia local quando necessário, realizando a retirada da borda lateral de forma segura e orientando como evitar a recorrência.
Como o podólogo trata a unha encravada
O tratamento varia conforme a gravidade. Em casos leves, o profissional faz o corte correto da lâmina, remove o fragmento que pressiona a pele e orienta o crescimento. Pode usar um protetor ou canaleta para guiar a unha.
Em casos mais avançados, com infecção ou granuloma, a remoção da borda lateral sob anestesia local é necessária. O procedimento é ambulatorial, dura poucos minutos e a recuperação costuma ser rápida.
Casos de recidiva frequente podem indicar ressecção da matriz ungual — uma solução mais definitiva que impede aquela borda de crescer novamente. O podólogo avalia se essa opção é indicada para o seu caso.
Como cortar a unha do jeito certo
Corte reto, deixando a ponta da unha alinhada com a ponta do dedo. Não arredonde os cantos e não corte raso demais nas laterais. Use alicate de corte reto, não curvo.
Corte sempre com a unha seca ou levemente amolecida — nunca imediatamente após o banho, quando a lâmina fica muito mole e racha. Lixe suavemente qualquer canto que ficou pontiagudo após o corte.
Troca de calçado adequado completa a prevenção: biqueira com espaço para os dedos, sem apertar. Meias de algodão sem costuras grossas na ponta também ajudam.
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