Podologia

Unha encravada infeccionada: como identificar e o que fazer

Revisado por Dra. Eliana Mattos, Podóloga Especialista — Clínica Leveze · Atualizado em 16/06/2026
Resposta rápida

Uma unha encravada que infecciona apresenta pus, vermelhidão intensa, calor e dor que piora progressivamente. É uma infecção bacteriana que não regride sozinha — precisa de drenagem e remoção da borda encravada por profissional. Em diabéticos, o risco de complicação grave é alto e o atendimento deve ser imediato.

Como saber se está infeccionada

Uma unha encravada simples causa dor na lateral do dedo e pele levemente vermelha. Quando a infecção se instala, os sinais mudam:

Pus ou secreção amarela/esverdeada visível ao redor da borda da lâmina.

Inchaço importante do dedo, pele quente ao toque.

Dor constante, não só ao pressionar — às vezes latejando mesmo em repouso.

Tecido de granulação: uma 'carninha' avermelhada e sangrentar que cresce ao redor da borda encravada. É o corpo tentando isolar a infecção.

Em casos mais graves: febre, mal-estar, vermelhidão que se alastra pelo dorso do pé.

Riscos de não tratar

Sem tratamento, a infecção pode se aprofundar para o tecido subcutâneo (celulite), tendões ou osso (osteomielite). Celulite no pé exige hospitalização e antibiótico intravenoso.

O tecido de granulação que cresce ao redor da borda encravada sangra facilmente, favorece novas infecções e pode dificultar o tratamento se deixado por muito tempo.

Em pessoas com sistema imunológico comprometido, idosos ou diabéticos, a progressão pode ser muito mais rápida do que o esperado.

O tratamento na podologia

A Dra. Eliana Mattos, na Clínica Leveze (Milionários, Barreiro, BH), realiza o esvaziamento do abscesso, remoção da porção lateral da lâmina que está encravada, tratamento do tecido de granulação e curativo com antisséptico adequado.

Em casos com infecção muito extensa ou febre, o encaminhamento para médico é feito para avaliação de antibiótico sistêmico. A podóloga e o médico trabalham de forma complementar nesses casos.

Após a resolução da infecção, a Dra. Eliana pode indicar ortonixia preventiva para evitar reencravamento — uma técnica de correção da curvatura da lâmina que muda a direção do crescimento da unha ao longo de meses.

Como prevenir a reincidência

Corte a unha de forma reta, sem arredondar demais os cantos laterais — é a medida mais eficaz.

Evite calçados com bico estreito ou muito apertado na ponta.

Hidrate a pele ao redor da unha para evitar ressecamento e pequenas fissuras que facilitam a entrada de bactérias.

Se você teve mais de dois episódios de encravamento no mesmo dedo, considere a ortonixia preventiva.

Cuidado especial para diabéticos

Em diabéticos, qualquer sinal de infecção na unha — mesmo sem pus visível — deve ser tratado com urgência. A neuropatia diabética pode mascarar a dor real do quadro, dando a falsa impressão de que está tudo sob controle. Busque atendimento no mesmo dia.

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A Clínica Leveze fica em Milionários, Belo Horizonte. Nota 5,0 no Google, atendimento de segunda a sábado.

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Dúvidas comuns

Perguntas Frequentes

Posso tratar uma unha encravada infeccionada em casa?
Não. Quando há pus formado, o tratamento em casa (espremendo, cortando com objetos caseiros) agrava a infecção. A drenagem feita por podóloga com material estéril é a conduta correta.
Preciso tomar antibiótico?
Depende da extensão da infecção. Casos localizados respondem ao tratamento local. Com febre, vermelhidão que avança ou comprometimento imunológico, o médico avalia a necessidade de antibiótico oral ou injetável.
A remoção da borda encravada dói?
O procedimento é feito com anestesia local. Há desconforto na aplicação do anestésico, mas a remoção em si é praticamente indolor.
Quanto tempo leva para cicatrizar após o tratamento?
De 1 a 3 semanas, dependendo da gravidade da infecção inicial e do estado de saúde da pessoa. Com cuidados adequados de curativo, a melhora da dor é rápida.
A unha vai crescer deformada depois do tratamento?
Não necessariamente. Se a matriz ungueal não foi danificada, a lâmina tende a crescer normal. A forma da nova lâmina pode ser acompanhada e corrigida com ortonixia preventiva.
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