Unhas fracas e quebradiças nos pés: por que acontece e o que fazer
Unhas fracas e quebradiças podem ter origem local — ressecamento, trauma repetido, produtos químicos — ou sistêmica, como deficiências nutricionais, distúrbios tireoidianos ou micose. Identificar a causa é essencial para o tratamento correto.
Estrutura da unha e por que ela fragiliza
A lâmina ungueal é formada principalmente por queratina, uma proteína organizada em camadas. Quando essas camadas perdem coesão — por ressecamento, trauma, doença ou deficiência nutricional — a unha fica quebradiça, se lasca ou apresenta linhas transversais.
Nos pés, as unhas estão sujeitas a pressão constante do calçado, umidade do suor e, em casos de fungos, a degradação ativa da queratina. Isso as torna mais vulneráveis que as das mãos.
Unhas muito espessas e amareladas costumam ter micose. Unhas finas, esbranquiçadas e quebradiças sem espessamento apontam mais para ressecamento ou questão nutricional.
Causas mais comuns
Ressecamento: falta de hidratação e contato frequente com água e sabão ou detergentes fragilizam a queratina. Nos pés, o uso de antissépticos em excesso tem efeito similar.
Trauma repetido: calçados que pressionam os dedos, corrida de longa distância sem espaço no tênis, atividades que causam impacto frequente na ponta do pé. O trauma pode provocar desde manchas até perda parcial da lâmina.
Micose: onicomicose é a principal causa de unhas quebradiças, espessadas e com coloração alterada (amarelo, marrom, branco). É tratável mas exige diagnóstico correto — há condições não fúngicas com aparência parecida.
Fatores sistêmicos: hipotireoidismo, anemia ferropriva, deficiência de biotina, zinco e vitamina D são identificados em algumas pessoas com fragilidade ungueal generalizada. Um exame de sangue com o médico esclarece.
Quando suspeitar de micose
Micose de unha (onicomicose) deve ser considerada quando a lâmina muda de cor (amarela, branca, marrom), espessa, se separa do leito ungueal, tem bordas irregulares ou apresenta odor característico.
O diagnóstico correto é feito pelo raspado da unha analisado em laboratório — tratamentos antifúngicos são longos e podem ter efeitos colaterais, então iniciar sem confirmação não é recomendado.
Esmalte e produtos cosméticos sem diagnóstico prévio mascaram os sinais e dificultam o tratamento. Se há suspeita, procure avaliação antes de cobrir a unha.
Como fortalecer e cuidar das unhas dos pés
Hidratação é o passo mais básico e mais negligenciado. Aplique creme hidratante específico para unhas e cutículas diariamente, preferencialmente à noite — ureia 10 a 20% é excelente para amolecer e nutrir a lâmina.
Evite cortar as cutículas; empurre-as suavemente após amolecer no banho. A cutícula é barreira contra infecção — removê-la aumenta o risco de inflamação na raiz da unha.
Use calçados com espaço adequado para os dedos. Tênis de corrida devem ter meio número a mais para evitar trauma na ponta do dedo durante a corrida. Meias de algodão ou técnicas mantêm a umidade controlada.
Tratamentos disponíveis
Para ressecamento e fragilidade sem infecção, hidratação com ureia e vitamina E é suficiente na maioria dos casos. Suplementos de biotina têm evidência limitada mas são seguros se houver deficiência confirmada.
Para onicomicose, o tratamento pode ser tópico (esmalte antifúngico por meses) ou oral (antifúngico sistêmico, mais eficaz para casos avançados). O dermatologista ou médico indica a melhor opção.
Na Clínica Leveze, no Barreiro, BH, a Dra. Eliana Mattos realiza o cuidado das unhas espessadas e quebradiças, incluindo o desbaste adequado que facilita a penetração de antifúngico tópico e alivia a pressão sobre o leito ungueal.
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